Bush fala sobre direitos humanos mas se opõe à crítica durante Olimpíada

BANGCOC - Em declarações feitas às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim, o presidente Bush afirmou nesta quinta-feira que tem grandes preocupações sobre a liberdade básica na China e criticou a prisão de dissidentes enquanto elogiava o crescimento experienciado pelo país desde sua primeira visita há mais de três décadas.

The New York Times |

Os comentários de Bush reafirmaram críticas anteriores à postura da China em relação aos direitos humanos. Mas com seu discurso, no qual ele também falou sobre outras questões na Ásia e que foi feito horas antes dele embarcar para Pequim, o presidente enviou uma mensagem aos líderes chineses, ainda que comedida.

"Eu falei claramente e abertamente e consistentemente com os líderes da China sobre nossa profunda preocupação em relação à liberdade de credo e aos direitos humanos", ele disse. "E eu me encontrei diversas vezes com dissidentes e religiosos chineses".


Bush discursa em Bangcoc / Reuters

"Os Estados Unidos acreditam que o povo da China merece a liberdade fundamental que é o direito natural de todos os seres humanos", disse Bush. "Assim sendo, a América se firma na oposição à prisão de dissidentes, defensores dos direitos humanos e ativistas religiosos".

A Casa Branca emitiu um rascunho do discurso na quarta-feira, em parte para chamar atenção à preocupação de Bush em relação aos direitos humanos na China, afirmou um porta-voz. Mas o discurso não mencionou a Olimpíada, nem abusos específicos que resultaram em uma nova onda de críticas ao governo chinês.

Com a participação de Bush na Olimpíada gerando críticas e debates, a Casa Branca buscou equilibrar a demonstração de apoio aos defensores de maiores liberdades políticas e pessoais na China e o cultivo de uma cooperação com o governo chinês em diversas questões de negócios e segurança.

Bush enfrenta pressões do Congresso e de grupos internacionais para falar mais duramente ou arriscar ser visto como fornecedor de credibilidade e respeito a um governo que restringe a liberdade que  ele comumente exalta. No entanto, a Casa Branca optou por não fazer isso em Pequim, seja através de um discurso similar, de encontros com dissidentes ou outros que enfrentam perseguição política.

Por STEVEN LEE MYERS

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