Bush alerta para vulnerabilidade no período de transição

WASHINGTON - O presidente Bush, alertando que terroristas gostariam de explorar este período de mudança, disse na quinta-feira que pretende falar com o presidente eleito Barack Obama na segunda sobre questões que sua gestão irá enfrentar, inclusive sobre a crise nos mercados financeiros e a guerra no Iraque.

New York Times |

A Casa Branca está especialmente preocupada com a vulnerabilidade do país durante a transição entre as gestões de Bush e Obama. Em sinal disso, Mike McConnell, diretor de inteligência nacional, foi a Chicago para apresentar a Obama sua primeira instrução confidencial sobre a inteligência americana na quinta-feira.

EFE/ERIC DRAPER
Bush liga para parabenizar Obama pela vitória
"Durante os próximos 75 dias, todos nós precisamos garantir que o próximo presidente e sua equipe comecem sua gestão a todo vapor", Bush disse a centenas de funcionários do braço executivo. Ele os encorajou a "conduzir a si mesmos com a decência e o profissionalismo que demonstraram ao longo da minha gestão".

Bush disse que está determinado a conduzir uma transição ordenada. Ele estabeleceu um conselho formal de transição que já buscou conselhos de especialistas externos, entre os quais está o chefe de equipe da era Clinton, Mack McLarty. Em entrevista concedida na quinta-feira, McLarty elogiou o esforço como o "mais formal, focado e intenso" que já viu, acrescentando que "o tempo pede exatamente isto".

A gestão já está providenciando escritórios de transição no centro de Washington para a equipe de Obama. O Congresso ofereceu cerca de US$40 milhões para atividades relacionada à transição sob uma lei aprovada por Bush em setembro.

Em todos os cantos, as autoridades correm para completar as opções de orçamento da equipe de Obama. A nova gestão deve submeter um orçamento ao Congresso em fevereiro, poucas semanas depois que Obama assumir o cargo.

John M. Kamensky, especialista de gerenciamento do Centro IBM de Negócios Governamentais, disse que se sente "encorajado" pelo progresso que Obama fez em poucas horas como presidente eleito.

"O mais importante é que a nova equipe se concentre em como fazer a Casa Branca funcionar", disse Kamensky. "A essa altura, é menos importante para eles pensar em decisões políticas específicas do que sobre o processo de tomada de decisões - como filtrar a torrente de informações, quem tomará as decisões e como".

- SHERYL GAY STOLBERG e ROBERT PEAR

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