Bush alerta Paquistão e defende estratégia militar americana

WEST POINT, Nova York - O presidente George W. Bush defendeu na terça-feira sua doutrina de intervenção militar para impedir qualquer ameaça à segurança nacional antes que ela amadureça e emitiu uma mensagem direcionada ao Paquistão dizendo que faremos o que for necessário para proteger as tropas americanas e o povo americano.

The New York Times |

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Bush fez os comentários durante um discurso na Academia Militar de West Point, onde anunciou a "doutrina Bush" de ataques preventivos pela primeira vez em 2002.

Enquanto se prepara para entregar o poder, essa doutrina parece destinada a  retroceder, ainda que o presidente eleito Barack Obama também tenha alertado que irá adotar qualquer medida necessária para caçar os terroristas e impedir perigos como a emergência de um Irã armado nuclearmente. Os perigos dos quais Bush falou, principalmente no Afeganistão e Paquistão, continuarão a confrontar Obama e sua equipe de segurança nacional, que inclui o atual secretário da Defesa e alguns de seus principais comandantes militares.

No discurso de terça-feira, Bush apontou "os terríveis ataques em Mumbai" como uma demonstração de que os terroristas ainda representam sérios desafios e disse que seus sucessores devem manter suas estratégias militares e diplomáticas para derrotá-los.

Bush citou o Paquistão tanto para elogiar o país quanto para criticá-lo. Ele disse que o governo paquistanês e seu povo trabalham em conjunto para vencer o terrorismo "porque também foram vítimas de suas práticas".

Mas também apontou as regiões tribais desgovernadas ao longo da fronteira com o Afeganistão, onde militantes do Taleban e da Al-Qaeda encontraram abrigo, como um problema "anunciado", dizendo que ainda que os Estados Unidos apóiem as tentativas paquistanesas de controlar a área, o país também tomará iniciativas caso seja necessário.

Tensão no Paquistão

Os comentários de Bush acontecem em meio a problemas envolvendo ações dos militares e de agências de inteligência americanas no Paquistão, e depois de um ataque realizado por militantes locais às linhas de fornecimento das forças aliadas no Afeganistão.

Nos últimos meses, inúmeros ataques com mísseis americanos em regiões tribais, com possíveis casualidades entre civis, assim como pelo menos um saque realizado por comandos americanos, inflamaram as tensões com o Paquistão. Ainda que Washington tenha buscado aliviar essas diferenças, os comentários de Bush parecem defender este tipo de ação.

Durante a campanha presidencial, Obama afirmou inúmeras vezes que está disposto a realizar um ataque no Paquistão caso os Estados Unidos tenham informações sobre a localização de terroristas em seu território e o país se recuse a agir, uma declaração zombada por seu rival republicano, o senador John McCain.

Por CHARLIE SAVAGE

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