Brooklyn terá estufa hidropônica gigante em telhado

Objetivo é produzir 1 milhão de kgs de grãos por ano em tecnologia que desenvolverá fazenda no topo de ex-armazém da Marinha

The New York Times |

O Brooklyn está rapidamente se tornando um bairro com muitas fazendas. No dia 5 de abril, a Bright Farms, uma empresa privada que desenvolve estufas, anunciou planos para criar uma em um telhado do bairro para produzir cerca de 1 milhão de kgs de produtos por ano, sem ter de utilizar a terra.

A estufa hidropônica, que será construída em um ex-armazém da Marinha e foi comprada pela Economic Development Corp. no ano passado, vai ocupar mais de 92,9 mil metros quadrados. A construção está prevista para começar no outono, com a primeira colheita esperada para a próxima primavera.

Quando a construção acabar, a estufa será a quinta maior cobertura dos Estados Unidos, e possivelmente do mundo, segundo funcionários da Bright Farm. A Brooklyn Grange, outra desenvolvedora de fazendas em terraços de edifícios, pretende abrir uma operação comercial de 485 mil metros quadrados no Arsenal da Marinha no Brooklyn.

Histórico

"O Brooklyn era uma potência agrícola no século 19 e agora voltou a ser um ótimo local para a produção de alimentos", disse Paul Lightfoot, presidente-executivo da Bright Farms. "Estamos trazendo um modelo de negócios em que o alimento é cultivado e vendido dentro da comunidade."

Lightfoot afirmou que a empresa estava em negociação com redes de supermercados que possam potencialmente se comprometer a comprar seus produtos, que incluem uma variedade de alfaces, tomates e especiarias.

A Bright Farms possui e opera uma pequena estufa no nível do chão em Long Island e planeja abrir mais três estufas comerciais este ano, em todo o país, inclusive no condado de Bucks, na Pensilvânia

A estufa do Brooklyn ficará suspensa a cerca de 6 metros, no telhado de um prédio de 8 andares, com 2,84 milhões de quilômetros quadrados que foi construído em 1916 para o Departamento da Marinha. Vago desde 2000, o edifício está sendo desenvolvido pela Salmar Properties, que foi escolhida pela prefeitura para transformar o local em um centro de fabricação leve e comprou o prédio da prefeitura por US$ 10 milhões.

*Por Lisa W. Foderaro

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