Brian Deese: o homem de 31 anos responsável por desmontar a GM

WASHINGTON - Nem toda pessoa de 31 anos, em seu primeiro emprego no governo, se vê diante do trabalho de desmontar a General Motors e reescrever as regras do capitalismo americano.

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Brian Deese terá a função de reconstruir o setor automobilístico americano

Mas, em resumo, este é o trabalho de Brian Deese, um estudante da Escola de Direito de Yale que nunca pisou em uma fábrica até que assumiu seu novo papel quase imperceptível na recriação do setor automobilístico americano.

No entanto, ele é uma das vozes mais influentes no que pode se tornar o maior experimento em intervenção econômica federal do presidente Obama.

Deese cresceu no subúrbio de Boston conhecido como Belmont e frequentou a faculdade Middlebury em Vermont. Ele seguiu para Washington onde conseguiu um trabalho como assistente de Gene Sperling, que há 17 anos foi o prodígio econômico da na Casa Branca de Clinton. Deese foi para Yale em busca de seu diploma em direito e depois trabalhou na campanha presidencial da então senadora Hillary Rodham Clinton.

Depois disso, ele entrou para a campanha de Obama e retomou seu trabalho em política ali.

Um mês atrás, quando a gestão estava dividida a respeito do apoio à tentativa da Fiat de comprar grande parte da Chrysler, foi Deese que falou mais alto contra colocar a companhia em liquidação, de acordo com diversas pessoas envolvidas no debate.

"Brian percebe as questões econômicas e políticas mais rápido do que qualquer um que eu já tenha visto em ação", disse Lawrence H. Summers, presidente do Conselho Nacional de Economia. "E lá estava ele no Salão Roosevelt, falando vigorosamente que os custos que incorreriam de darmos à Fiat esta oportunidade não seriam menores do que aqueles escondidos em liquidações".

Deese não foi o único a favorecer um acordo com a Fiat, mas seu longo memorando sobre como isso aumentaria os custos do Medicaid, do seguro-desemprego e da falência municipal concluiu o debate. A gestão apoiou o acordo que provavelmente se tornará realidade nesta segunda-feira, se um juiz federal responsável pelo processo de falência aprovar a venda das partes recuperáveis da Chrysler para a automobilística italiana.

O papel de Deese é incomum para alguém sem treinamento formal em economia ou administração, que além disso nunca passou muito tempo analisando o futuro das indústrias automobilísticas.

Atualmente ele vive uma vida dupla. Seu dia começa em uma mesa do lado de fora do escritório de Summers, de onde consegue ouvir o que a equipe econômica chama de "as teorias de Summers". De lá, pode seguir rapidamente à sala de imprensa onde ajuda os assessores a transmitir aos contribuintes as explicações sobre o gasto de outros US$ 50 bilhões no que as pesquisas mostram ser um resgate impopular do setor automobilístico.

Diversas vezes por dia ele corre até o Tesouro, tomando atalhos pela cozinha. Outro dia ele falou sobre como as percepções sobre o futuro do setor mudaram depois da eleição de Obama.

"Na primeira reunião com Rick Wagoner", ele disse, se referindo ao ex-chefe executivo da GM, "eles adotavam posições muito diferentes. Ele disse publicamente que a falência não era uma opção viável. O processo foi longo para que todos percebessem as muitas opções disponíveis".


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