No final de semana, o ex-presidente Bill Clinton apoiou com entusiasmo a possível indicação de sua mulher, a senadora Hillary Rodham Clinton, ao cargo de secretária de Estado da gestão Obama. Caso ele a convide para que trabalhem juntos, disse o ex-presidente, eu acho que ela será uma ótima secretária de Estado.

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Clinton disse isso em um simpósio internacional de economia na cidade do Kuwait patrocinado pelo Banco Nacional do Kuwait, que disse que o ex-presidente iria "compartilhar com a plateia sua opinião sobre as questões que podem influenciar as perspectivas futuras da região".

É exatamente este tipo de discurso pago, que Clinton fez 54 vezes no último ano recebendo um total de US$10,1 milhões, que complica o processo pelo qual Hillary passa entre a equipe de transição de Obama.

A vida pós-presidência de Clinton como filantropo internacional, consultor de negócios e orador representa o maior desafio para Hillary caso o presidente eleito Barack Obama opte por indicá-la como secretária de Estado, de acordo com os assessores de ambos os lados.

A equipe de transição de Obama está concentrada na ampla gama de atividades pós-presidenciais de Clinton, das quais alguns detalhes não foram informados ao público.

Análise "complicada"

A análise dos negócios filantrópicos ou não de Bill Clinton é "complicada e isso tem causado hesitação de ambos os lados", disse Abner J. Mikva, um dos partidários mais próximos de Obama e consultor da Casa Branca durante a gestão Clinton. "Todos os contribuidores de sua fundação terão que ser declarados. E eu acho que essas informações terão que ser divulgadas ao público".


Atividades do marido podem prejudicar possível cargo de Hillary na gestão Obama / AP

Ainda que os assessores do presidente eleito se recusem a debater que tipo de exigências possibilitariam que Hillary Clinton seja indicada ao cargo de secretária de Estado, eles dizem que Obama não oferecerá o posto formalmente a ela a menos que esteja satisfeito que não haveria conflitos de interesse com as atividades de Bill Clinton no exterior.

Uma proposta, sugerida por Mikva e diversos outros assessores envolvidos no processo, seria que Bill Clinton se ausente das atividades de sua fundação, principalmente da arrecadação de fundos.

Por DON VAN NATTA Jr. e JO BECKER

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