Bilionária pode ter deixado tudo para cachorros

Claro, a hoteleira e magnata Leona Helmsley deixou US$12 milhões em seu testamento para seu cachorro Trouble. Mas isso não é nada se comparado com o que outros cachorros podem vir a receber do fundo de caridade estabelecido por essa multibilionária que morreu em agosto.

The New York Times |

Leona Helmsley, tudo para os cachorros/Getty
Suas instruções, especificadas em uma "declaração de missão" de duas páginas, dizem que todo o fundo avaliado entre US$5 bilhões e US$8 bilhões seja usado para o cuidado e bem-estar de cachorros, de acordo com duas pessoas que viram os documentos e falaram sob condição de anonimato.

No entanto, não está claro se todo o dinheiro irá para os animais. Outra parte da declaração diz que os beneficiários do fundo Helmsley podem usar sua sabedoria no momento da distribuição do dinheiro e alguns advogados afirmam que essa declaração pode não significar muito no final, uma vez que suas diretrizes não foram incorporadas ao testamento de Helmsley.

"A declaração é uma expressão de seu desejo e não necessariamente uma obrigação legal", disse William Josephson, advogado que coordenou o Gabinete de Caridades da promotoria do Estado de Nova York entre 1999 e 2004.

Ainda assim, leis antigas favorecem a intenção do doador e a declaração é a única expressão clara das intenções beneficentes de Helmsley. Isso será difícil de ignorar, tanto para seus beneficiários quanto para a corte e os regulamentadores governamentais.

As pessoas que descreveram a declaração disseram que Helmsley a assinou em 2003 para estabelecer objetivos para o fundo multibilionário que receberia seus bens após sua morte.

O primeiro objetivo é ajudar pessoas indigentes, o segundo fornecer ajudar e bem-estar a cachorros. Um ano depois ela apagou o primeiro objetivo, eles disseram.

Helmsley, viúva de Harry B. Helmsley, que construiu um império imobiliário em Manhattan, era conhecida por sua língua afiada e impaciência com a humanidade.

Ela se tornou o símbolo da arrogância incontrolada e da crença em títulos, particularmente depois que foi condenada em 1989 pela evasão fiscal de US$1.2 milhões e enviada à prisão.


Por STEPHANIE STROM

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