Bebês prematuros podem ter problemas na fase adulta, diz pesquisa

Bebês prematuros, até mesmo aqueles sem nenhum problema médico aparente, podem enfrentar maior risco de deficiências médicas e sociais na idade adulta.

The New York Times |

Pesquisadores estudaram todos os bebês nascidos vivos na Noruega, no período de 1967 a 1983, usando bases de dados do governo que contêm informações detalhadas sobre a saúde, educação, emprego e outros fatores demográficos até a idade adulta.

A análise dos pesquisadores publicada na edição de julho do The New England Journal of Medicine foi associada a informações como idade, sexo, mães solteiras, educação dos pais e outras variáveis.

Os pesquisadores descobriram sólidas relações entre ser prematuro e um nível educacional mais baixo, renda menor e menor probabilidade de ter filhos.

Dr. Dag Moster, autor principal do estudo e médico neonatal no Haukeland University Hospital, em Bergen, enfatizou que apesar de haver um aumento do risco relativo para esses problemas, "as diferenças não são muito grandes".

Os autores reconhecem que seus resultados podem ser atribuídos a fatores desconhecidos, como QI dos pais ou o consumo de álcool, fumo ou drogas. Eles também não puderem excluir a possibilidade de que alguma condição desconhecida tenha levado tanto ao parto precoce quanto os problemas subseqüentes.

Dr. Marjorie Treadwell, professora de obstetrícia e ginecologia da Universidade do Michigan, que não participou do estudo, disse que ele ensina uma importante lição.

"Estamos todos mais informados sobre conseqüências mais sérias do parto prematuro", disse, "mas existe uma tendência a pensar que, se os bebês não tiverem problemas graves, podemos deixar para lá. Este artigo afirma que talvez devêssemos considerar intervenções pós-natal que podem ser de grande ajuda".

-- Por NICHOLAS BAKALAR

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