Barco francês deixa águas gregas, mas Gaza ainda pode estar longe

Parte da flotilha internacional que desafia Israel, Dignité Al Kamara foi primeiro navio a partir de bloqueio da guarda costeira grega

The New York Times |

Desafiando uma ordem do governo, um pequeno barco francês calmamente deixou as águas gregas na terça-feira com destino à Faixa de Gaza, anunciaram os organizadores no fim do dia, quando a embarcação chegou a águas internacionais. Esse foi o primeiro navio a partir com sucesso de águas territoriais gregas com o objetivo de fazer parte de uma flotilha internacional que desafia o bloqueio naval de Israel.

AFP
Ativistas agitam bandeiras palestinas na embarcação francesa Dignité Al Karama (25/6)
Mas os organizadores não sabem se o navio, que transporta oito ativistas pró-palestinos, um jornalista e três tripulantes, de fato seguirá para Gaza. Não ficou claro se o barco tem combustível suficiente para chegar à costa de Gaza.

"É um tipo de momento em suspensão, por enquanto", disse o organizador Adam Shapiro. "Estamos tentando descobrir qual será o próximo passo".

Na semana passada, a Grécia decretou que nenhum navio seria autorizado a navegar de suas águas em direção à "área marítima de Gaza", mais tarde citando preocupações de segurança com os passageiros desses navios. A Guarda Costeira grega obrigou dois barcos da flotilha a voltar e as autoridades portuárias mantiveram outros no porto pelo que chamaram de irregularidades administrativas ou problemas de navegabilidade.

Os organizadores mantiveram a localização do barco francês em segredo, e o ancoraram em águas abertas, não em um porto, para evitar que as autoridades gregas sejam alertadas sobre a sua presença.

Separadamente, na terça-feira, um tribunal grego libertou o capitão americano do navio The Audacity of Hope, de bandeira americana, que partiu de Atenas para Gaza na semana passada, mas foi parado pela guarda costeira e apreendido.

O capitão, John Klusmire, foi preso no sábado depois que um juiz reafirmou acusações iniciais de que ele colocou em risco os passageiros do navio, algo que é crime, e desobedeceu uma diretriz oficial. As acusações foram retiradas, disse Shapiro.

*Por Scott Sayare

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