Autoridades americanas investigam ameaça contra Obama

DENVER - A descoberta de um plano elaborado por três homens da região de Denver para assassinar o senador Barack Obama por causa de sua raça ressaltar a questão do que e quem temer no momento em que ele se torna o primeiro candidato negro à presidência por um grande partido.

The New York Times |

"Estamos levando isso muito a sério", disse o promotor de Colorado Troy Eid, durante uma coletiva de imprensa na terça-feira. Mas ele afirmou que as palavras racistas proferidas pelos homens durante sua prisão no domingo (por posse de metanfetaminas e armas) não qualificavam como uma "ameaça verdadeira", que possa ser levada adiante com a apresentação de queixas federais de ameaça a Obama.

"Era um drogado falando com outro sobre coisas da vida", disse Eid.

Em Washington, agentes do FBI  inicialmente pareceram tratar com o episódio como algo relativamente pequeno, mas no final do dia reconheceram maior preocupação a respeito dos homens e seus motivos.

"Algumas dúvidas centrais ainda permanecem", disse um agente do FBI, que falou sob condição de anonimato por causa do andamento da investigação. "Precisamos saber se há outros envolvidos e quão real era esse plano para determinar se não passava de uma idéia alimentada por pessoas com ilusão de grandeza e drogas demais".

Outra questão importante é saber se isso realmente importa. Se esses homens tinham ligações com um grupo de supremacia branca ou agiam sozinhos (drogados violentos que por acaso são racistas) o veio da paranóia racista não deixa de existir, afirmaram diversos especialistas em criminologia.

Autoridades em Washington disseram que não planejam mudanças na segurança e que já se prepararam para a possibilidade de ações de grupos extremistas contra Obama. O candidato irá falar diante de 75 mil pessoas na quinta-feira no Campo Invesco, onde a segurança deve ser ultra reforçada.

Os homens foram identificados como Tharin R. Gartrell, 28, Shawn R. Adolf, 33, e Nathan D. Johnson, 32. Os três têm uma longa lista de passagem pela cadeia, de acordo com a Agência de Investigação do Colorado, por crimes que incluem roubo, porte de armas e drogas e falsificação. Apenas demonstra ter algum padrão de violência, com três acusações de ataques em 2001.

Victor Ross, chefe de polícia de Glendale, sudeste de Denver, onde Adolf foi preso, afirmou que seus agentes disseram ter percebido que os homens tinham "algum tipo de ligação com supremacistas brancos".


Por KIRK JOHNSON e ERIC LICHTBLAU

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