Autoridades americanas começam a reduzir alertas sobre nova gripe

Fechar escolas depois que um estudante apresentar sintomas da gripe suína já pode não valer o sacrifício dos alunos e de suas famílias, porque a doença em breve estará em todo o país e poucos casos foram graves, disseram as autoridades envolvidas na questão na segunda-feira.

The New York Times |


Reuters
Usando máscara, homem limpa sala de aula vazia no Texas

Usando máscara, homem limpa sala de aula vazia no Texas

"Fechar escolas não é eficiente" para impedir a disseminação do vírus, disse Richard Besser, atual diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

O novo conselho é parte de uma gradativa redução dos alertas contra a "gripe suína". Enquanto a doença continha a se espalhar pelos Estados Unidos e por todo o mundo, percebe-se que ela é menos mortal do que se temia. Além disso, no México, onde a epidemia começou, novos casos pararam de aparecer.

O CCPD alertou autoridades locais para que considerem o fechamento de escolas por duas semanas depois que um estudante seja confirmado com a gripe suína e centenas de escolas no Texas, Arizona, Novo México, Nova York e outros Estados adotaram a prática como resultado disso. Fort Worth fechou todo seu sistema educacional até o dia 11 de maio e quase 300 mil estudantes do Texas foram forçados a ficar em casa por causa de fechamentos relacionados à "gripe suína".

Os fechamentos deveriam proteger os alunos e desacelerar a disseminação do vírus. Mas na segunda-feira, o centro de doenças divulgou 279 casos confirmados em 36 Estados (de 226 em 30 Estados no domingo) e mais de 700 possíveis casos em 44 Estados.

Com o vírus em quase todo o país, o fechamento de escolas não deve ter tanto efeito. Apenas 35 foram hospitalizadas com o vírus.

No México, as autoridades afirmaram na segunda-feira que irão diminuir o alerta público contra o vírus e permitir que a maioria dos estabelecimentos da nação reabra esta semana.

O ministro da saúde mexicano, José Angel Cordova, disse que este novo vírus da influenza A (H1N1) parece ser apenas um pouco mais contagioso do que a gripe comum. O número de casos novos no México está em declínio, ele afirmou, e nenhuma morte foi registrada desde o dia 29 de abril.

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