Automobilísticas aceitam necessidade de cortes drásticos em busca de ajuda federal

WASHINGTON - A General Motors, cada vez mais desesperada por um resgate federal que evite sua falência, disse ao Congresso na terça-feira que está disposta a diminuir todos os aspectos de sua operação para garantir sua viabilidade a longo prazo.

The New York Times |

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No mesmo dia que o setor registrou o pior mês de vendas em 26 anos, as três grandes automobilísticas de Detroit entregaram novos planos de negócios aos legisladores com esperança de conseguir assim US$34 bilhões em empréstimos federais.

O pedido de empréstimo combinado foi muito maior do que os US$25 bilhões que as três companhias inicialmente esperavam conseguir do Congresso há duas semanas.

A GM, principal fabricante de automóveis do mundo durante muitos anos, disse na terça-feira que está em uma situação tão difícil que terá que cortar empregos, fábricas, marcas e o salário de seus executivos como parte de seu pedido de US$12 bilhões em empréstimo federal, além de uma linha de crédito de US$6 bilhões. A GM também prometeu que pode ser competitiva com a Toyota em relação ao custo de trabalho até 2012.

O presidente da GM, Frederick Henderson, disse que a companhia não será capaz de pagar suas dívidas se não receber ajuda federal, inclusive uma infusão imediata de US$4 bilhões em dinheiro antes do final do ano.

"Sem apoio, francamente, a companhia simplesmente não poderá financiar suas próprias operações", disse Henderson.


General Motors: automobilistica não poderá honrar dívidas sem ajuda federal / AP

A Chrysler, a menor das companhias de Detroit, está em situação similar e pediu ao Congresso um empréstimo de US$7 bilhões antes do final de dezembro para evitar uma possível falência.

A Ford afirmou em seu plano que poderá sobreviver 2009 com seu próprio dinheiro e através de sua linha de crédito em bancos particulares, chegando a poder reaver lucros em 2011. Ainda de estar mais preparada para a crise, a Ford disse que quer US$9 bilhões em empréstimos que serão utilizados apenas caso seja necessário.

O chefe executivo da Ford, Alan R. Mulally, disse que a perspectiva de falência da GM poderia atingir toda a indústria automobilística doméstica e colocar milhões de empregos em risco.

"Nós estamos muito, muito preocupados, e por isso acompanhamos a GM e a Chrysler no Congresso ainda que tenhamos liquidez suficiente", disse ele.

Mulally irá aparecer nas audiências congressionais na quinta e sexta-feira em Washington juntamente com Rick Wagoner, presidente da GM, e Robert Nardelli, presidente da Chrysle.

Juntos, eles irão tentar persuadir os legisladores a agir rapidamente em relação aos pedidos de empréstimos em uma sessão especial do Congresso na próxima semana.

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