Autenticidade é a prioridade de Michelle Obama

Michelle Obama é tão comprometida com suas jovens filhas quanto com as aspirações presidenciais de seu marido.

The New York Times |

Então, apesar de fazer campanha em todo o país em nome do candidato democrata Barack Obama, ela tenta não estar longe de Malia, 7, e Sasha, 10, mais do que uma noite por vez e prefere realizar viagens curtas com esse propósito.

"Eu faço o café-da-manhã e coloco elas na cama à noite quando volto. Elas não sabem para onde fui e não ligam para isso", ela disse na quarta-feira antes de um encontro de 15 minutos com doadores de Colorado que pagaram US$10 mil por pessoa por esse privilégio.
O evento, realizado no antigo Pinnacle Club, 37 andares acima da cidade, antecedeu um coquetel de recepção que atraiu jovens políticas inspiradoras e outros que contribuíram US$1 mil cada para a campanha de Obama.

Assim, a advogada de 44 anos educada em Princeton e Harvard originalmente do Sul de Chicago se vê lidando com altos círculos políticos enquanto tenta manter uma certa normalidade em sua família (com jogos de futebol e tudo mais).

AFP

Michelle Obama já foi comparada a
Jackie Kennedy, mas prefere manter-se autêntica

"O engraçado é que o mundo se ajusta em torno de suas prioridades", ela diz. "Nós só precisamos continuar a viver nossas vidas. Porque na verdade, Barack pode ir ao jogo de futebol. Se não pedíssemos por espaço, ele passaria todo o jogo tirando fotos e assinando autógrafos. Mas quando você diz algo às pessoas, elas entendem".

Apesar de Michelle Obama se recusar a falar sobre questões políticas, ela diz que aceitaria um papel de oradora na Convenção Democrata Nacional em Denver no próximo mês. Mas até agora não foi convidada.

"Ainda não falamos sobre esses detalhes", ela disse. "Mas eu farei o que for necessário".

Primeira-dama

Caso ela se torne a primeira-dama em janeiro, Michelle diz que se concentrará em criar suas filhas e defender um equilíbrio mais humano entre casa e trabalho para milhões de famílias americanas que lutam para sobreviver.

Em debates por todo o país, mulheres dizem que trabalham mais do que nunca. Ainda assim, ela diz, "elas não conseguem pagar a comida e colocar gasolina em seus carros e não sabem como sair dessa situação. Essas são as principais preocupações dos americanos hoje em dia, na minha opinião".

"Essas são as questões que para mim vão além de raça, classe socioeconômica e religião", ela diz. "Se pudermos nos unir como mulheres e admitir quão difíceis as coisas estão, talvez possamos encontrar soluções".

A vida de Michelle Obama como mulher de um político contemporâneo

pode ser difícil. Sua vida profissional foi investigada. Trabalhos que ela escreveu na faculdade foram vasculhados e analisados; o amigável toque com o punho que ela dá no marido no palco foi exposto. Essa semana, ela e Barack Obama foram retratados na  capa da revista New Yorker onde o casal é retratado como terroristas.

Mantendo o tom

"Seria difícil me editar e continuar a ser eu mesma", ela disse. "Eu acho que no final é isso que os eleitores merecem e é isso que eles querem. Eu sinto que é minha obrigação garantir que as pessoas saibam quem eu sou para que possam tomar uma decisão clara e informada, baseada no meu eu verdadeiro".

Ela disse esperar que a autenticidade permaneça durante a campanha de seu marido.

"O que eu acho que as pessoas devem saber a nosso respeito é que o que vêem quando nos encontram é realmente quem somos. Quando eu vejo Barack na televisão e quando o vejo em entrevistas, eu vejo sua decência e seu humor. Eu penso: 'esse é meu marido. eu o reconheço'. Isso é o que vale para mim. Eu quero que meus amigos e familiares o reconheçam.

"Eu penso nisso quando sento numa sala cheia de pessoas, ou quando falo para elas, seja uma platéia grande ou pequena, as pessoas vão embora pensando 'eu conheço ela' (não apenas Michelle Obama, mas 'essa é uma pessoa com quem eu cresci, cujos valores eu posso reconhecer, com lutas com as quais eu me identifico'".

Por SUZANNE S. BROWN e DANA COFFIELD

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