Aumento de blogs militares faz com que Exército americano tente limitar acesso à internet

Ao longo de 10 meses no Afeganistão, um especialista do Exército apelidado de Mud Puppy manteve um blog no qual narrou a vida no campo de batalha de maneira irreverente - do terror das bombas à tirania dos sargentos superiores.

The New York Times |

Geralmente engraçado e sempre profano, o blog Embrace the Suck (uma gíria militar que significa fazer o melhor de uma situação ruim), voa abaixo do radar do Exército. Ele não é aprovado oficialmente e o autor sobrevive escondido por trás de senhas porque não quer que seus superiores o censurem.


Soldados usam a internet em base no Iraque / NYT

"Algum oficial iria revisar tudo que eu escrevo", disse o soldado de 31 anos, que pediu que seu nome não fosse utilizado. "Cedo ou tarde ele descobriria algo para me prejudicar".

Há dois lados na investida do exército na liberdade despreocupada da internet. Nos mais altos escalões do Pentágono, oficiais civis e generais de quatro estrelas estão saudando o poder das redes sociais em humanizar as tropas, atrair recrutas e formar opinião pública sobre a guerra.

O general Ray Odierno, chefe das forças americanas no Iraque, está no Facebook. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o almirante Mike Mullen, tem um canal no YouTube e publica atualizações no Twitter diariamente. O Exército encoraja pessoal de todos as posições a entrar online para colaborar através de um website Wiki na reforma de sete manuais de campo. E no dia 17 de agosto, o Departamento de Defesa revelou um website que promove links a seus blogs, além de contas em sites como Flickr, Facebook, Twitter e YouTube.

Porém, a internet é um lugar grande. E os muitos milhares de soldados que usam blogs, Facebook, Twitter e outras mídias sociais para se comunicar com o mundo externo nem sempre estão afinados com a voz dos oficiais do Pentágono. Policiar suas atualizações, além de publicações de vídeos e fotografias diariamente seria uma missão impossível - mas isso não impediu alguns militares de tentar.

O Departamento de Defesa, citando preocupações crescentes com a segurança online, planeja emitir uma nova política nas próximas semanas que deve definir restrições ao acesso de redes sociais em computadores militares. Pessoas envolvidas na questão dizem que a nova política pode limitar o acesso a pessoas que demonstrem clara necessidade de acesso para seu trabalho, como oficiais de relações públicas ou conselheiros familiares.

Se este for o caso, muitos oficiais dizem que representará um retrocesso nos significativos esforços em expandir e modernizar o uso da internet pelo Exército, exatamente no momento em que estes esforços ganhavam impulso.

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