Aulas exóticas encorajam busca por boa forma nos EUA

Uma pequena ruiva com altos sapatos azuis aumenta a música. Dezesseis pessoas balançam para frente e para trás, agarram seus trapézios, comprimindo seus joelhos, gritando e balançando pelo ar. Bem-vindos à... academia.

The New York Times |

Esta aula usa aparelhos de circo modificados como parte de um treinamento cardiovascular que se chama Jukari Fit to Fly ("Jukari Preparo para Voar", em tradução livre) e é a última de uma série de programas pouco ortodoxos que as academias de todo o país passaram a adotar.


"Jukari Fit to Fly" é mais uma aula exótica oferecida por academias dos EUA / NYT

Sim, as aulas pão-com-manteiga ainda existem (a ioga básica, a aeróbica, a musculação), mas geralmente são realizadas lado a lado com exercícios menos comuns, como a dança no poste ou treinamentos de exército.

Em academias que transformaram as aulas exóticas em uma mania, os executivos dizem que estão tentando satisfazer a crescente demanda por novidades de seus clientes.

Na rede Crunch, por exemplo, a meta é apresentar um punhado de classes novas a cada trimestre, disse Donna Cyrus, vice-presidente sênior do grupo.

"Nós procuramos levar entretenimento às academias", disse Cyrus. "Eu tento ver quais são as tendências e procuro instrutores com habilidades teatrais".

Mas nem todas as academias todos são tão experimentais. Na New York Health and Racket Club, a diretora de aptidão de grupo, Maryann Donner, afirmou que as aulas estranhas podem atrair novos sócios, "mas se você não tem nenhuma idéia do que é o treinamento com base no nome da aula então é difícil que fique para ver mais".

Carol Espel, diretora nacional das atividades de grupo e Pilates da Equinox Fitness Club, disse que sua companhia tenta evitar o "embelezamento da programação", apesar de oferecer aulas como a sessão aeróbica para Bumbum Brasileiro e Jeans Skinny.

Mas a Equinox oferece também a Jukari Fit to Fly. A palavra Jukari vem do siciliano jucare, que significa "jogar" e a aula, que foi inaugurada em junho em 14 cidades, foi desenvolvida através de uma parceira entre a Reebok e o Cirque du Soleil.

A instrutora ruiva Sara Haley disse que a Reebok a enviou como um "experimento" ao Cirque du Soleil em Montreal no ano passado para ver se seu equipamento acrobático poderia ser adaptado para as academias.

Uma equipe da Reebok e do Cirque du Soleil refinou as recomendações e o resultado é o FlySet especialmente projetado que funciona como um trapézio mas com cordas muito mais grossas e mais seguras, ela disse.

Entre as pessoas que fazem a aula está Liat Kletz, uma assistente executiva de 28 anos. "Eu não gosto de malhar, por isso procuro aulas que sejam mais interessantes", ela disse. "Eu quero manter a forma sem ter que pensar muito nisso".

-  WENDY A. LEE

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