Astronauta pinta suas experiências na superfície da Lua

HOUSTON - Já faz quase 40 anos que Alan L. Bean caminhou na Lua como astronauta da missão Apollo, mas ele ainda vive a experiência todos os dias, tentando recapturar o que ele e seus colegas sentiram por meio da pintura.

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Aprender a pintar foi um processo difícil e lento para Bean, que descreve a si mesmo como uma pessoa de aprendizado lento. Ele teve que abandonar a forma ultra racional com que aprendeu a ver o mundo como piloto de testes da Marinha e engenheiro. Ele se treinou a ver as coisas não como elas são, mas como ele as sente e a traduzir emoções em cores e resistir a seus impulsos científicos.

"Quando eu deixei a NASA, eu decidi que não seria um astronauta pintor, mas um pintor que algum dia foi um astronauta", ele disse. "Demora um pouco para mudarmos quem somos".

A atenção da crítica não chega a Bean, 77, apesar dele ter desenvolvido, principalmente através do boca a boca, um grupo de fãs entre colecionadores particulares que pagam até US$175,000 por seus trabalhos. Em julho, o Museu Smithsonian do Ar e Espaço de Washington irá montar uma exposição com 45 de seus trabalhos e ele deve lançar um livro de reproduções de suas pinturas. Ele tem esperança de que o 40º aniversário de seu pouso na Lua possa atrair a atenção dos críticos.

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Bean sempre se destacou entre os astronautas de sua era. Os astronautas da Apollo eram conhecidos por ter hobbies como caça, golf e carros esportivos. Bean estudava arte, pintando a natureza morta para relaxar entre suas missões.

Então, em 1981, depois de 18 anos como astronauta, Bean se aposentou para virar pintor. A decisão foi uma surpresa para a Nasa. Afinal de contas, ele era uma celebridade na agência, tendo realizado 1,671 horas de voo no espaço e comandado a missão Skylab. Mas pilotos mais novos poderiam cuidar disso, ele disse, e ele poderia fazer as pinturas que queria.

Em um auto-retrato, ele é visto com os braços erguidos em comemoração, o sol brilhando em sua viseira dourada. "Eu quero mostrar uma atitude ousada", ele explica. "Eu acho que é preciso ser muito ousado para acredita que se pode ir a 400 mil quilômetros em pequenos veículos e voltar vivo".

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