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Argentinos questionam realização de eleição durante epidemia de gripe suína

SÃO PAULO ¿ Conforme a Argentina lutava na quarta-feira para controlar a epidemia de gripe de suína (rebatizada http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/30/oms+decide+mudar+nome+da+gripe+suina+5867916.html target=_topde gripe A H1N1 pela OMS), algumas autoridades sanitárias criticaram a decisão do governo de ir adiante com as eleições nacionais do último fim de semana.

The New York Times |

Segundo as autoridades, o cancelamento das eleições teria permitido que o país se concentrasse na epidemia e declarasse estado de emergência, garantindo que fosse possível impedir grandes concentrações de pessoas.

Muitos, inclusive a conselheira do governo sobre a epidemia, disseram publicamente que a ministra da saúde, Graciela Ocana, havia recomendado o adiamento da eleição. Ocana, que se demitiu na segunda-feira, não foi localizada para comentar a questão.

No final da quarta-feira, o sucessor de Ocana, Juan Manzur, disse em uma declaração que o governo irá liberar mais de US$ 260 milhões para o combate à gripe e que fechará escolas e universidades em todo o país. Manzur assumiu o cargo na tarde de quarta-feira.

A Argentina, com pelo menos 43 mortes, substituiu o Canadá como o país em terceiro lugar no número de casos fatais do H1N1, atrás do México e Estados Unidos.

As autoridades sanitárias reclamam que seu país não está preparado, com poucos médicos para lidar com o aumento nos casos, um suprimento inadequado dos remédios que combatem o vírus e poucos ventiladores para pacientes gravemente doentes. O país tem pelo menos 1.580 casos confirmados.

A eleição de domingo era crítica para resgatar o apoio à presidente Cristina Fernandez de Kirchner e seu marido, o ex-presidente, Néstor Kirchner.

Néstor Kirchner concorreu a uma vaga de deputado na província de Buenos Aires, cuja conquista era considerada necessária para que conseguissem apoio nas eleições presidenciais de 2011, quando um deles deveria concorrer. Ele perdeu a eleição.

No domingo, mesários vestiam máscaras cirúrgicas enquanto os eleitores esperavam em longas filas no frio.

O governo Kirchner não agiu sobre o plano de Ocana porque a medida exigiria "uma decisão política" que nunca foi tomada, disse o Dr. Jorge San Juan, especialista em doenças infecciosas do Hospital Muniz de Buenos Aires.

Sua afirmação foi apoiada pelo Dr. Hugo Amor, presidente da Associação de Profissionais da Saúde da Província de Buenos Aires.

"Nós pedimos na semana passada que o país declarasse estado de emergência, mas por motivos políticos isso não foi feito", disse Amor. "A decisão pode custar muitas vidas".

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