Após vitórias, republicanos tentam driblar dívida

Impulsionados pelo movimento Tea Party, republicanos eleitos buscam encontrar meios de cortar gastos federais

The New York Times |

Paul Rand, o senador recém-eleito de Kentucky que recebeu apoio fervoroso do movimento Tea Party, disse no domingo que o sucesso do movimento foi um "castigo em partes iguais" aos democratas e republicanos, em particular por causa da questão da crescente dívida federal.

"Você sabe, nós republicanos dobramos a dívida quando estávamos no comando e, em seguida, os democratas a triplicaram ", ele disse no programa de Christiane Amanpour na rede ABC.

AFP
O republicano Paul Rand agradece eleitores após vitória em eleições legislativas (2/11/2010)
Para conter o déficit anual e cortar a dívida, ele disse que iria reduzir a força de trabalho federal e seus salários em 10% e congelar a contratação. Ele disse ainda que um trabalhador federal médio ganha US$ 120 em salários e benefícios ao ano, o dobro do que um trabalhador médio do setor privado recebe.

Benefícios

O Congresso, ele disse, também deve considerar o aumento da idade mínima para o recebimento de benefícios da Previdência Social e compartilhar os benefícios com base em um teste dos meios de sustento. O orçamento militar, ele disse, não deve ser poupado e esses cortes podem exigir uma retirada mais cedo do Afeganistão.

"O movimento Tea Party é sobre a dívida", ele disse. "Nos unimos porque estamos preocupados com a dívida que herdamos e repassaremos para os nossos filhos e netos".

Questionado se o movimento Tea Party foi "criado" pela cultura de Washington, Paul respondeu: "Na verdade, o Tea Party quer recriar Washington". "Somos orgulhosos, fortes, barulhentos e queremos mudar ", ele disse. "Na verdade, eu acho que já estamos dando nova forma ao debate".

Diante dos resultados decisivos dos republicanos na eleição, em que o partido ganhou o controle da Câmara com a conquista de 60 cadeiras, além de seis no Senado, os republicanos dominaram os programas de notícia da televisão americana no domingo.

Apesar da conversa pós-eleitoral sobre a possibilidade de trabalhar com o presidente Barack Obama, o senador Mitch McConnell, do Kentucky, líder da minoria, adotou uma linha dura sobre uma das questões mais importantes do governo - ampliar ou não os cortes fiscais colocados em prática durante o governo Bush para aqueles que recebem mais de US$ 250 mil.

McConnell disse que rejeitar a prorrogação seria o equivalente a aumentar os impostos no meio de uma recessão sobre "750 mil das pequenas empresas mais produtivas" do país, cujas verbas sustentam 25% da força de trabalho americana. "Pequenas e médias empresas são as maiores geradoras de empregos da América", disse.

Falando sobre a reforma da saúde de Obama, ele disse que sua preferência era a revogação ou substituição, mas que se isso não fosse possível ele iria estudar formas de bloquear o financiamento de agências como a Receita Federal, que estão encarregadas de cumprir a lei da saúde.

*Por Joseph Berger

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