Após eleição, novo político emerge ao lado de chanceler alemã

BERLIM - O político mais falado na capital alemã na manhã seguinte à eleição nacional não era a chanceler Angela Merkel, cujo partido conseguiu mais votos, mas sim o líder de um pequeno partido que busca solidificar o poder da chanceler. E logo, o resto do mundo conhecerá a nova figura central da política alemã, Guido Westerwelle, do Partido Democrata Liberal.

The New York Times |

Se as antigas tradições alemãs se mantiverem, Westerwelle será indicado ao cargo de vice-chanceler e ministro do Exterior no novo governo, sua recompensa por ter levado seu partido pró-comércio e livre mercado ao melhor resultado até então em uma eleição federal.

O papel de estadista é um para o qual Westerwelle, 47, passou os últimos anos se preparando.

Ele trabalhou muito para transformar sua imagem de um amoroso príncipe engraçadinho da política que chegou a participar da versão alemã do programa "Big Brother", em um político sério.

Os Democratas Liberais de Westerwelle emergiram como os grandes vencedores da eleição, vendo sua parcela dos votos aumentar mais do que qualquer outro partido, para 14,6%, um aumento de 4,7 pontos percentuais em relação à eleição de 2005.

O partido cresceu até mesmo quando o bloco conservador de Merkel perdeu ligeiramente terreno com os eleitores, conseguindo apenas um terço dos votos.

Westerwelle se encontrou com Merkel na segunda-feira como parte das negociações para formar o esperado novo governo de centro-direita, uma parceria que a chanceler disse aos eleitores ser necessária para reparar a economia do país.

Westerwelle, que é homossexual, se expôs em 2004 ao levar seu parceiro para o partido de Merkel, quando ela ainda estava na oposição, um ano antes de se tornar chanceler.

Merkel disse esperar que as negociações sejam rápidas e que ela quer que o novo governo esteja em vigor antes do dia 9 de novembro, o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, quando chefes de Estado de todo o mundo estarão presentes para a comemoração.

Durante muitos anos no pós-guerra os Democratas Liberais representaram um voto oscilante em um Parlamento dominado pelos dois maiores partidos do país, os Democratas Cristãos e os Democratas Sociais.

Mas conforme os Democratas Liberais ficaram fora do poder nos últimos 11 anos, eles conseguiram uma extensão na oposição que permitiu que o partido definisse sua posição a respeito de impostos menores e contra a formalidade burocrática.

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