Apesar de censura internacional, israelenses apoiam guerra em Gaza

JERUSALÉM - Para os críticos de Israel no exterior, a cena é clara: a guerra em Gaza é uma resposta desproporcional aos ataques com mísseis do Hamas, causando sofrimento humano e bombardeando uma população isolada e empobrecida à Idade da Pedra, e deve ser interrompida.

The New York Times |

Ainda assim, aqui em Israel poucos, pelo menos entre a população judaica, a veem desta maneira.

Enquanto milhares de pessoas saem às ruas nas capitais mundiais em protesto contra a operação militar israelense, manifestações contra a guerra aqui lutam para atrair 1 mil participantes. A organização do Peace Now (Paz Agora, em tradução literal) recebeu muitas mensagens de pessoas dizendo para ficarem fora das ruas desta vez.

Como a página editorial do jornal The Jerusalem Post afirmou na segunda-feira, o mundo deve estar pensando, os israelenses realmente acreditam que todo mundo está errado e só eles estão certos?

A resposta é sim.

Israel, que às vezes é uma sociedade fraturada e cheia de disputas, se transformou no paradigma de união e apoio mútuo. Bandeiras estão à mostra, celebridades visitam crianças em escolas situadas em locais de risco, soldados elogiam os equipamentos e a camaradagem de suas unidades militares, vizinhos temem por famílias cujos pais estão em serviço. Pergunte para pessoas em qualquer lugar sobre como se sentem a respeito do exército proibir a entrada de jornalistas em Gaza e a resposta será: deixe o exército fazer o seu trabalho.


Israel intensifica ataques à Cidade de Gaza / AP

Os israelenses acreditam profundamente que suas forças militares trabalham mais do que a maioria para poupar os civis, segurando  seu fogo com mais frequência do que o disparam.

Desde que o Hamas colocou armadilhas explosivas em escolas, prédios residenciais e no zoológico, e seus guerrilheiros se esconderam entre os civis, o grupo que é visto como responsável pelas mortes em Gaza. O Hamas é comprometido com a destruição de Israel e recebe ajuda e inspiração do Irã, então o que o mundo vê como uma guerra desproporcional opcional é vista por muitos aqui como uma guerra necessária para a existência.

"Esta é uma guerra justa e nós não sentimos necessidade de que haja culpa quando civis que não desejamos ferir se ferem, porque achamos que o Hamas usa estes civis como escudos humanos", disse Elliot Jager, editor da página editorial do The Jerusalem Post. "Nós nos sentimos mal por isso. Mas a questão moral imperativa é que Israel prevaleça neste conflito contra uma filosofia imoral islâmica. O conflito não soma nada. Isso que não entendem fora deste país".

Por ETHAN BRONNER

18º dia de ataques

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