Ao refazer sua equipe, Obama aposta em mãos experientes

Com republicanos no controle da Câmara, presidente se esforça para trazer ao governo nomes com conhecimento em acordo bipartidário

The New York Times |

Na quarta-feira, o presidente americano, Barack Obama, aproximava-se de uma decisão sobre quem deverá ocupar dois cargos de chefia e recarregar as energias de seu governo, chegando quase a indicar um novo chefe de gabinete e um assessor econômico para orientar a Casa Branca através de um novo período de governo dividido.

William M. Daley, que foi secretário de Comércio no governo Clinton, visitou a Ala Oeste para se reunir com o presidente e outros assessores para uma última série de discussões a respeito de assumir como chefe de gabinete. Ele tem dito a associados que aceitará o cargo caso receba a oferta e funcionários do governo disseram que Obama favorece sua indicação.

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De volta das férias no Havaí, Obama chega à Casa Branca com as filhas Malia e Sasha, e a esposa Michelle (4/1/2011)
Gene Sperling, conselheiro do secretário do Tesouro, Timothy F. Geithner, deve ser indicado na sexta-feira como diretor do Conselho Econômico Nacional, o principal cargo de alto escalão na política econômica dentro da Casa Branca. Ele também ocupou o cargo no governo Clinton.

Essas medidas, caso sejam concluídas pelo presidente, seriam um sinal de um esforço para trazer para Washington mãos experientes, com conhecimento em acordos bipartidário, conforme a Casa Branca enfrenta a realidade de uma Câmara controlada pelos republicanos, uma ligeira maioria democrata no Senado e o ressurgimento de um movimento popular conservador.

Daley, atualmente executivo sênior do JP Morgan Chase, tem laços estreitos com empresas e atua no movimento centrista do Partido Democrata.

Sperling esteve entre os arquitetos do acordo de impostos que Obama concretizou no mês passado com republicanos do Senado e desempenhou um grande papel no acordo bipartidário de redução de déficit que o presidente Bill Clinton negociou em 1997.

Obama está entre Daley e Pete Rouse para sua escolha como chefe de gabinete – Rouse tem servido no cargo de forma interina desde que Rahm Emanuel renunciou no ano passado para concorrer à prefeitura de Chicago. Rouse, que segundo colegas não queria o cargo desde o início, elaborou o plano de reorganização do governo que culminou com a sugestão de que Daley seja considerado para o cargo.

Mudanças

O presidente, em uma breve entrevista por telefone na quarta-feira, disse que está ansioso para implementar a reorganização e fazer mudanças após dois anos no cargo. Ele disse que planeja implementar as mudanças de pessoal nos próximos dias.

A primeira de uma série de mudanças na equipe começou na própria quarta-feira. Robert Gibbs, secretário de imprensa da Casa Branca e confidente de Obama, anunciou que irá deixar o cargo no próximo mês para se tornar conselheiro de política externa do presidente e trabalhar em sua campanha de reeleição. O seu sucessor ainda não foi escolhido.

A partida de David Axelrod, assessor sênior do presidente, e de Messina Jim, vice-chefe de gabinete, ambos os quais estão de mudança para Chicago para estabelecer a campanha de reeleição do presidente, aumentou o impulso para um realinhamento político deste governo.

Várias das posições se entrelaçam, o que criou uma atmosfera de incerteza incomum para uma Casa Branca que tem desfrutado de uma continuidade considerável.

*Por Jeff Zeleny e Jackie Calmes

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