Aumenta pressão por renúncia de primeiro-ministro de Israel Nahum Sirotsky, em Israel: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/08/bush_ja_sabia_sobre_o_caso_olmert_1303687.htmlBush já sabia sobre o caso Olmert http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/israel_comemora_60_anos_de_fundacao_do_estado_1302774.htmlVeja o especial do Último Segundo sobre os 60 anos de Israel" / Aumenta pressão por renúncia de primeiro-ministro de Israel Nahum Sirotsky, em Israel: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/08/bush_ja_sabia_sobre_o_caso_olmert_1303687.htmlBush já sabia sobre o caso Olmert http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/israel_comemora_60_anos_de_fundacao_do_estado_1302774.htmlVeja o especial do Último Segundo sobre os 60 anos de Israel" /

Análise: Israel se prepara para uma era pós Olmert

JERUSALÉM ¿ A visão impressionante de Israel na sexta-feira, apenas horas depois do primeiro-ministro Ehud Olmert ter declarado sua inocência em uma investigação de corrupção envolvendo um empresário de Long Island, foi de que a era pós Olmert já havia começado. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/09/aumenta_pressao_por_renuncia_de_primeiro_ministro_de_israel_1304834.htmlAumenta pressão por renúncia de primeiro-ministro de Israel Nahum Sirotsky, em Israel: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/08/bush_ja_sabia_sobre_o_caso_olmert_1303687.htmlBush já sabia sobre o caso Olmert http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/israel_comemora_60_anos_de_fundacao_do_estado_1302774.htmlVeja o especial do Último Segundo sobre os 60 anos de Israel

The New York Times |

Pedidos pela sua renúncia vieram da esquerda, centro e direita, apesar de todos terem reconhecido que Olmert ganhou tempo ao prometer, como ele fez na quinta-feira à noite, se afastar se fosse acusado. A investigação provavelmente levará um mês ou dois.

A sociedade não tem muito mais paciência, disse Colette Avital, um membro do Parlamento do Partido Trabalhista, parceiro da coalizão governante com o Partido Kadima, de Olmert, em um comentário típico. Ele simplesmente não tem crédito. Pode demorar mais algumas semanas, ou até mesmo meses, mas ele não conseguirá continuar.

Como Olmert já foi investigado várias vezes e acabou se provando ser um sobrevivente político com grandes habilidades ¿ um Houdini, nas palavras de um oficial que falou em anonimato ¿ sua morte política pode, mais uma vez, acabar sendo prematura.

Essa investigação, entretanto, é amplamente vista como a mais séria já enfrentada por ele. Envolve acusações que ele recebeu centenas de milhares de dólares de suborno de Morris Talansky, de Long Island, durante uma década. Olmert disse que eram contribuições legais de campanha e que tudo seria esclarecido.

Eu olho no olho de cada um de vocês para dizer: nunca aceitei suborno. Nunca coloquei um centavo em meu bolso, ele disse em uma coletiva de imprensa na quinta-feira à noite.

Shalom Yerushalmi, um comentarista do jornal Maariv, escreveu na sexta-feira que enquanto o primeiro-ministro pedia para que acreditassem nele, se o público pudesse dar uma resposta coletiva, ela seria: por quê? Durante quantos anos iremos ouvir sobre suas aventuras com a polícia e continuaremos a acreditar em você?

Vários analistas argumentaram que os intensos desafios de segurança de Israel não poderiam ser enfrentados por um líder com baixo nível de confiança pública. Negociações de paz com os palestinos, que o presidente Bush espera avançar quando vier para cá na semana que vem, e ações com a Síria exigem duras decisões, especialmente na onda da violenta tomada do Hezbollah em Beirute na sexta-feira.

Até agora, Olmert foi ameaçado, mas sobreviveu e parecia que ele precisava das negociações de paz como uma fonte de força, que os negociadores palestinos apreciavam, disse Ghassan Khatib, um palestrante palestino em estudos culturais da Universidade Bir Zeit. Mas agora parece que ele está saindo, e isso é uma notícia muito ruim para as negociações. Para o Hamas, é claro, que há muito tempo disse que o diálogo era inútil, isso será um acréscimo, outra chance de dizer eu avisei.

Abraham Friedman, reitor de estudos administrativos no Centro de Estudos Acadêmicos Or Yehuda, disse que tanto a esquerda quanto a direita tinham razões para querer a saída de Olmert ¿ apesar de diferentes.

Na direita, eles têm medo que o desespero faça com que Olmert entre em acordos com os sírios que não seriam feitos em outras situações, ele disse. A esquerda pode querer a paz para seguir adiante, mas eles fizeram um grande ponto em lutar contra a corrupção no governo. Então a pressão é de ambos os lados.

Yuval Steinitz, integrante do partido de oposição Likud no Parlamento, aproveitou a oportunidade para condenar toda a política externa de Olmert e de seu primeiro-ministro, Tzipi Livni.

Hoje, vemos claramente que Olmert e Livni nos enganaram e talvez até eles mesmos quando, depois da segunda guerra do Líbano há dois anos, afirmaram que o Hezbollah havia se enfraquecido, ele disse. Hoje, vemos que isso era uma mentira.

Naquela guerra de um mês, Israel lutou contra o Hezbollah, um grupo que, como o Hamas em Gaza, tem grande apoio do Irã e busca a destruição de Israel.

Podemos acabar com um mini-Estado iraniano no Líbano assim como em Gaza, e o problema político em Jerusalém torna muito mais difícil para Israel reagir como deveria, acrescentou Steinitz. Mas é claro que isso não é só um problema para Israel, é para todo o mundo ocidental, especialmente para os EUA e França.

Na teoria, mesmo se Olmert se afastar em algum momento, o governo pode continuar sob Livni. O Partido Trabalhista, liderado por Ehud Barak, afirma que por enquanto continuará no governo e não causará sua queda.

Em relação ao diálogo com os palestinos, Asher Arian, um ex-sócio do Instituto de Democracia por Israel e especialista em opinião pública, disse que a situação de Olmert era paradoxal.

As pessoas estão interessadas em paz, mas não em paz entre aspas ¿ não qualquer paz a qualquer preço, ele disse. Parece que existem grandes dúvidas sobre o pacote que ele ia produzir. Então ele começa de uma posição muito fraca, e esse golpe o enfraquece ainda mais.

Se, para Olmert, é mais difícil manter a paz, lá permanece a possibilidade de uma declaração de guerra, uma grande incursão à Gaza, por exemplo, que pode unificar uma Israel que encara foguetes mortais e ataques na fronteira de uma área controlada pelo Hamas.

Mas isso parece ainda menos provável porque levar os soldados de um país para a guerra exige um grande líder.

Constitucionalmente, é claro, ele tem legitimidade, disse Arian. Moralmente é um problema.

- Ethan Bronner

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