Análise: Fazendo campanha unidos

Hillary Clinton está tão unida! Estou apenas direcionando as pessoas para onde elas devem ir,¿ ela diz repetidamente. Seus apoiadores ligam enfurecidos, tolerando informações de uma nova e perceptível indiferença ou traição por parte das forças de Obama. ¿Tudo ficará bem. Precisamos respirar fundo,¿ ela diz a eles. ¿Tudo isso irá funcionar. Tenham um ótimo verão. Vão à praia.¿

The New York Times |

É a semana da união democrata. Na noite de quinta-feira, 26, em Washington, Hillary irá apresentar a futura indicação de seu partido para a corrida presidencial a um grupo de duzentos dos seus maiores doadores, que chegarão às festividades com grandes cheques ¿ o que em política significa o mesmo que chegar com flores ou uma garrafa de vinho. Depois, a programação indica que Clinton e Obama voarão juntos até Unity (unidade), em New Hempshire, para a primeira aparição pública depois das primárias.

Tudo dará certo, disse um de seus assessores com animação. Unity tomou conta dos escritórios de Hillary, onde antigamente forças políticas furiosas tomavam conta da aura que agora é a de um suave culto religioso.

Hillary vem dizendo que seus apoiadores estão passando pelos cinco estágios do sofrimento. Mas ela mesma parece ter inventado uma nova tática de seis estágios de uma serenidade mais barata. Mas talvez ela esteja somente dormindo um pouco. Talvez ela ainda não tenha percebido que, ao invés de passar os próximos quatro anos negociando com líderes mundiais, ela lutará para salvar o aeroporto nas Cascatas do Niágara. Mas realmente, ela deve direcionar sua mente para a nova era de meditação ou yoga. Cruze as pernas, feche os olhos e se sinta unificado desde a base de sua espinha até o topo da sua cabeça.  

Bill não deve estar lá ainda. O ex-presidente foi apontado como insuficientemente entusiasmado quando disse que estava obviamente comprometido em fazer o que puder e o que for pedido para eleger Obama. Entretanto, foi um absoluto mugido de apoio comparado aos comentários de Elizabeth Edwards que adicionaram muito ao silêncio mortal.

E sejamos justos. Por quase um ano, as pessoas reclamaram da incapacidade de Bill em se calar a se comportar impropriamente como marido de uma presidenciável. Agora, ele está deixando o caminho livre para que Hillary e Obama possam ter uma conversa, e todo mundo decidiu que ele está de mau-humor.

Você está preocupado que precisa ouvir mais do ex-presidente? Obama foi questionado essa semana em uma entrevista. Esta deve ser a primeira vez na história recente que uma pessoa reclama por não ouvido o suficiente de Bill Clinton.

União Democrata

Os apoiadores fiéis de Hillary Clinton certamente ainda não atingiram a unidade total. Talvez seja porque a heroína deles ainda não tenha tido tempo de reprogramá-los ainda. (Repitam depois de mim: Tudo isso vai funcionar. E me deixem escutar aquela respiração profunda.) Um café da manhã para os apoiadores mais fiéis em Manhattan nessa semana não terminou em sucesso total.  Isso parece velhas políticas, disse um de seus apoiadores. Você se ofereceria como voluntário? Com qual comitê você trabalharia? Isso soa com ajuadar em em igrejas.

Isso nos traz um problema crítico em reconciliações políticas. O lado derrotado gostaria de encontrar-se com o outro lado para oferecer visões e políticas que realmente deveriam ser abordados. O lado vencedor gostaria de voltar à campanha e recompensar os perdedores com boas-vindas ao lado dos fiéis apoiadores. Sem ressentimentos!

Um ponto que particularmente incomoda os apoiadores de Hillary ainda não regenerados é a convenção Democrata. A campanha de Obama já pediu a Clinton para fazer um discurso, mas está muito claro que eles querem que ela peça aos seus delegados para votarem em Obama, assim ele poderia ser eleito com unanimidade, de forma clara e limpa. 

Eleger uma mulher para a presidência sempre foi considerado um marco para o movimento feminista. Hillary falhou ao perder a corrida, mas certamente ela marcou um ponto triplo, e alguns de seus seguidores acham que isso deveria ser oficialmente calculado, antes que Hillary veja todos apoiando o inevitável indicado. Muitos de nós achamos que isso deveria estar gravado na história, disse Rosina Rubin, uma delegada que comparecerá a reunião em Washington

Nem todos concordam com essa teoria. Muitas pessoas vêem essa atitude como contra-produtiva, disse Debbie Wasserman Schultz, representante da Flórida, um ex-apoiador de Clinton que se tornou muito, muito, undido. 

É o chamado de Hillary. Todo o drama das últimas semanas foi construído sobre a dúvida se Hillary sabe ou não o que qual é melhor saída política e se tem ou não o controle de tomar a atitude correta.   

Mas, no final, ela sempre consegue. E quando ela decidir, ela fará isso dar certo.   

Por GAIL COLLINS

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