Análise: democratas perdem com vitória de Hillary

O partido democrata deverá ser o verdadeiro perdedor após as prévias da Pensilvânia realizadas na última terça-feira.

The New York Times |



A senadora Hillary Rodham Clinton, de Nova York, derrotou o senador Barack Obama, de Illinois, por uma vargem suficiente para se manter em uma batalha, que democratas cada vez mais acreditam estar minando seus esforços para unificar o partido e preparar para as eleições gerais contra o senador do Arizona, John McCain.

Esta preocupação foi confirmada em pesquisas de boca-de-urna, que novamente mostraram claras divisões raciais, econômicas, de raça e valor, que republicanos sem dúvida tentarão explorar caso Obama vença a indicação.

Por exemplo, apenas 50% do eleitorado democrata católico que freqüentam a igreja semanalmente disseram que votariam em Obama nas eleições gerais; 25% deles reiteraram seu apoio a McCain.

Isso é exatamente o que eu temia, disse o governador do Tennesseee Phil Bredesen, democrata que não apoiou nenhum pré-candidato da disputa. Eles irão continuar ali, trocando farpas, e ninguém vai vencer. Isso evidencia a necessidade de se encontrar algum meio para que isto seja concluído.

O partido democrata, que ganhou energia e otimismo apenas há alguns meses, se se vê agora em uma posição que poucos esperavam: uma batalha pela nomeação ainda não resolvida, com dois candidatos cada vez mais engajados em ataques um contra o outro. Em um momento em que o partido democrata gostaria de centrar as atenções para McCain, ele enfrenta ao menos mais duas semanas de campanha, correndo o risco de sofrer com os danos relacionados à imagem de Hillary e Obama.

Os temores de democratas poderiam ser tirados de cena razoavelmente em pouco tempo. Hillary ainda enfrenta uma imensa dificuldade para assegurar a nomeação, e é possível que sua candidatura chegue ao fim em até duas semanas, quando cidadãos de Indiana e Carolina do Norte vão ás urnas. Se isso de fato ocorrer, o partido democrata aparentemente teria tempo e motivação para tratar suas feridas.

Ainda, a votação da terça-feira confirma o grande argumento da campanha Clinton de que Obama teria dificuldades em vencer uma eleição geral nos Estados Unidos. Novamente, como aconteceu em Ohio há seis semanas, ele luta para conquistar apoio de uma parcela chave do eleitorado norte-americano que poderia definir a vitória democrata em novembro.

-Adam Nagourney

Leia mais sobre: e leições nos EUA


    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG