Americanos voltam a contar calorias

Jovens que ganham a vida dançando não precisam pensar muito sobre o impacto das calorias de sua próxima refeição. Mas quando estes três dançarinos que passaram o dia ensaiando Shrek, o Musical entraram num restaurante da Rua 42 dias atrás e descobriram que um filé japonês tem 1.090 calorias, optaram por seguir em frente e comer uma salada.

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"Contar calorias é muito anos 1980", disse Rachel Stern, uma das dançarinas. "Mas quando elas estão na sua cara é difícil ignorar".

Nas últimas décadas, as dietas mais populares foram as de fórmulas complexas que prometiam que você poderia comer em abundância a combinação exata de gordura, proteína e carboidratos. Agora estes regimes começam a parecer como hipotecas e outros instrumentos financeiros arriscados. Como qualquer confiável poupança, a contagem das calorias voltou à moda.

"Cada vez mais pessoas passam a contar as calorias", disse o Dr. Terry Eagan, psiquiatra de Los Angeles, que há 16 anos ajuda as pessoas a lidarem com desordens alimentares e outros vícios. "Eu conheço pessoas que querem algo novo e sexy, mas isso não tem nada a ver com a perda de peso".

NYT

Em breve, as calorias estarão nas embalagens

As evidências do ressurgimento da contagem de calorias estão em todos os lados. Os fabricantes da Coca-Cola e dos M&Ms logo irão incluir as calorias em suas embalagens. Os consumidores também passaram a prestar mais atenção, como os clientes que descobriram que refeições do restaurante Applebee's têm mais calorias do que o anunciado e entram com uma ação contra a rede.

Exemplo

Os novaiorquinos tiveram uma dose de realidade em relação às calorias durante o verão quando restaurantes com 15 ou mais filiais foram obrigados a divulgar o conteúdo calórico de seus cardápios ao lado do preço. O resultado chocou a cidade.

A campanha inspirou os legisladores de todo o país a seguir o exemplo de Nova York.

Restaurantes e companhias alimentícias passaram a elaborar receitas mais leves e porções menores. O Starbucks, por exemplo, diz ter salvo a nação de 17 bilhões de calorias desde outubro do ano passado ao trocar o leite concentrado pelo comum.

Os restaurantes dizem que foi a demanda do consumidor e não a lei que os fez mudar. Por isso a Yum Brands, dona da KFC, Taco Bell, Pizza Hut e outras redes, passará a informar voluntariamente as calorias de seus cardápios em todo o país, disse Jonathan Blum, seu porta-voz.

Além disso, caso a redução das porções permaneça popular entre os clientes, os restaurantes podem se recuperar dos altos custos dos alimentos deste ano, dizem os donos de restaurantes

Autoridades de saúde pública reconhecem que as pessoas raramente mudam seus hábitos alimentares do dia para a noite e que isso tem mais a ver com uma boa nutrição do que com a contagem de calorias.

Ainda assim, eles tentam manter o público consciente das calorias que consome. Para deixar isso claro, o departamento de saúde de Nova York colocou cartazes no metro no começo deste mês alertando que as pessoas precisam apenas de cerca de 2 mil calorias por dia.

Por KIM SEVERSON

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