Americana enfrenta caminhada solitária contra aquecimento global

Na Rota 11 ao norte de Tuscaloosa, Alabama, em abril, um caminhão parou próximo a Greta Browne e um jovem homem começou a falar sobre o aquecimento global.

The New York Times |

Ele havia visto a camiseta de Browne que anuncia que ela está "Caminhando pelo Clima" e quis corrigi-la. Os humanos, ele lhe disse, não têm nada a ver com o aquecimento do planeta.

Browne, 65, ministra da igreja Unitária de Bethlehem, Pensilvânia, encontrou mais de uma pessoa contrária ao aquecimento global desde março, quando começou sua caminhada pelo litoral Oriental para chamar atenção à mudança climática. "Às vezes, você tem apenas que se levantar", ela disse.

Até agora, Browne diz, ela percorreu cerca de 1.770 km de sua trajetória entre Nova Orleans a Rouses Point, Nova York, perto da fronteira canadense, onde concluirá o desafio no sábado. Avó de três, ela bloga para adultos e para crianças.

Browne esperava atrair uma multidão de pessoas para caminhar a seu lado (pense em Forrest Gump correndo pelo país no filme de 1994). Ao invés disso, esta foi uma viagem quase exclusivamente solitária, que ela descreve como "uma meditação, uma oração" pela Terra.

Ainda assim, sua camiseta e seu sorriso convidavam as pessoas a se aproximarem. Às vezes eles param seus carros e lhe dão punhados de dólares (ela está financiando a viagem com pequenas doações e seus cheques da Previdência Social).

Ao caminhar, Browne diz, ela passou a entender sua viagem como uma pesquisa da mente dos americanos a respeito do aquecimento global, ainda que, ela concede prontamente, de maneira não científica. Normalmente uma pessoa otimista, ela diz que a viagem a tornou mais pessimista.

"A maioria das pessoas pensa que este é um problema", ela disse, "mas geralmente elas pensam que não haverá nenhum impacto em breve".

Para tornar o passeio logisticamente possível, ela tem vivido em um trailer de 1982 (completo com tapete dourado e sofás de veludo)  que é, segundo ela própria, "um beberrão de gasolina asqueroso".

Ao viver sobriamente em outras frentes, ela disse que conseguiu manter seus rastros de carbono abaixo da metade daquela dos americanos comuns. Ela nunca come fora e, com exceção das camisetas, todas suas roupas são usadas.

Browne está convencida que atingiu as pessoas e "gerou conscientização".   Ela calcula que entre 500 e 1.000 carros passaram por ela diariamente e aproximadamente 1%, ela diz, buzinaram ou lhe deram um aceno de aprovação.

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