América Latina deve ser prioridade na nova gestão, diz relatório

WASHINGTON - Com a eleição de Barack Obama, os Estados Unidos têm a chance de recomeçar e revigorar suas relações com a América Latina, de acordo com um relatório que recomenda que Washington revise suas políticas de combate às drogas e tente uma reaproximação com Cuba.

The New York Times |

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O relatório, compilado por proeminentes ex-legisladores dos Estados Unidos e da América Latina que será lançado nesta segunda-feira pelo Instituto Brookings, pede que a nova gestão priorize a região em sua política externa.

Entre as recomendações mais importantes está a quase total reversão da postura adotada em relação a Cuba. O relatório defende o fim das restrições de viagem de americanos, promovendo um contato maior com diplomatas cubanos e tirando Cuba da lista de nações que promovem o terrorismo, mantida pelo Departamento de Estado.

"Isso pode enfurecer a geração de cubanos-americanos com mais de 40 anos de Miami, mas muitos outros querem mudar este relacionamento", disse Thomas R. Pickering, diplomata de longa data e ex-subsecretário de Estado.

Pickering, que já serviu como embaixador americano em El Salvador, é co-presidente da comissão bipartidária responsável pelo relatório, juntamente com o ex-presidente do México Ernesto Zedillo.

Os descendentes de cubanos mais jovens, segundo Pickering, tem menos interesse no isolamento do governo de Castro do que em melhorar a condição de vida de seus familiares que ainda vivem na ilha. Diminuir as barreiras entre Cuba e Estados Unidos, de acordo com o relatório, permitiria que outras vozes se manifestassem no país.

Comércio e política antinarcóticos

O relatório determina outras medidas específicas e gerais, incluindo a aprovação pelo Congresso de um pacto de livre comércio com a Colômbia e o Panamá e a reavaliação da política antinarcóticos americana (a guerra contra as drogas) que condena como falha.

"Nós evitamos reconhecer isso nos Estados Unidos", disse Pickering.
"Nós não queremos o holofote sobre nós mesmos, queremos culpar o lugar de onde as drogas saem".

Por MARK LANDLER

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