Alta no preço dos alimentos deve permanecer em 2009

Há mais de um ano, os fabricantes de alimentos têm diminuído o tamanho das embalagens e aumentado os preços, declarando que têm pouca opção por causa de aumentos sem precedentes no custo de produtos crus como milho, soja e trigo.

The New York Times |

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Agora, com o preço dos grãos e outros produtos em declínio, pode parecer lógico que os preços dos alimentos também diminuam. Mas ainda que alguns itens como leite e produtos frescos estejam mais baratos, a maioria dos alimentos embalados e da carne mantiveram seus valores ou até mesmo ficaram mais caros. Especialistas alertam que os consumidores não devem esperar preços mais baixos tão cedo na maioria dos produtos disponíveis em supermercados ou restaurantes.

Economistas do governo e do setor projetam que o custo dos alimentos continuará a crescer em 2009, impulsionado pelo aumento no preço da carne e das aves. Um dos motivos disso, segundo eles, é que as companhias de comida ainda não se equipararam com os prolongados aumentos nos preços dos produtos, que permanecem acima da média apesar das quedas recentes que diminuíram a alta histórica do começo do ano.

O Departamento de Agricultura prevê que o preço dos alimentos irá aumentar entre 3,5% e 4,5% em 2009, em comparação à projeção entre 5% e 6% de aumento até o final deste ano.

Alguns economistas preveem aumentos ainda maiores no ano que vem. Por exemplo, Bill Lapp, diretor da Advanced Economic Solutions de Omaha, Nebrasca, disse que espera que os preços dos alimentos subam entre 7% e 9% no próximo ano.

Ainda que prever o preço futuro dos alimentos não seja uma ciência exata, os dados fornecidos pelo Departamento do Trabalho na semana passada sugerem que os especialistas estão certos.

O preço geral para o consumidor registrou a maior queda na história do Index do Preço para o Consumidor, mas o custo dos alimentos continua a subir, apesar de em ritmo menor do que nos meses anteriores. O órgão mostrou que o preço dos alimentos subiu 0,1% em outubro.

Alguns dos itens mais visíveis nas prateleiras, como vegetais e laticínios, caíram vertiginosamente nas últimas semanas, mas não o suficiente para mudar a tendência geral de aumento nos preços. Os preços em restaurantes subiram 0,5% em outubro.

Por ANDREW MARTIN

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