Em um conflito no qual a http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/01/06/reporteres+nao+tem+acesso+aos+conflitos+em+gaza+3237122.html target=_topmídia ocidental tem sido impedida de cobrir os eventos em Gaza por causa de restrições impostas pelos militares israelenses, a Al-Jazeera tem uma vantagem distinta. Ela já está lá.

Há seis repórteres em Gaza, dois trabalhando para a Al-Jazeera em inglês e quatro para sua versão maior e mais popular em árabe, que foi criada em 1996 com um investimento de US$150 milhões do emir do Qatar, Sheik Hamad Bin Khalifa Al-Thani. A Al-Jazeera descreve a si mesma como "a única emissora internacional com presença no local".

Ainda que chegar à história não seja um problema para os jornalistas da Al-Jazeera em inglês (eles estão cercados por ela) levar seus relatos ao público que fala inglês pode ser mais difícil. A rede não está amplamente disponível nos Estados Unidos, sendo oferecida apenas por alguns provedores.

Mas o serviço da Al-Jazeera em inglês pode ser visto em mais de 100 países via cabo e satélite, disse Molly Conroy, porta-voz da emissora em Washington.


Ofensiva em Gaza é acompanhada de perto somente pela Al-Jazeera / Reuters

Reconhecendo que seu material de Gaza terá influência nos Estados Unidos apenas se for acessível online, a Al-Jazeera tem experimentado agressivamente com a distribuição de conteúdo pela internet . Mohamed Nanabhay, o executivo de 29 anos que estabeleceu o grupo Al-Jazeera no final de 2006, disse que a emissora planeja anunciar esta semana que todo seu material de vídeo da guerra em Gaza será disponibilizado sob a mais flexível licença Creative Commons, o que significa basicamente que poderá ser usado por qualquer um (emissoras concorrente, documentaristas ou blogueiros, por exemplo) desde que a Al-Jazeera seja creditada.

Além disso, suas transmissões são disponibilizadas online em diversos formatos e seu canal no YouTube tem mais de 6.800 vídeos.

A Al-Jazeera disse que desde o começo da guerra o número de pessoas assistindo suas transmissões através do serviço Livestream aumentou mais de 500% e o número de vídeos assistidos no seu canal no YouTube aumentou 150%.

A Al-Jazeera também criou uma conta no Twitter sobre a "guerra em Gaza", que oferece atualizações sobre novos materiais da emissora sobre o conflito.

Sem pressão comercial

Ao contrário de emissoras puramente comerciais, a Al-Jazeera não tem que acompanhar suas estratégias de novas mídias com novos modelos de negócios para novas mídias.

"Parte de nossa missão, nosso mandato, é transmitir notícias", disse Nanabhay. "Nós não temos pressões comerciais diretas que outras emissoras têm. Se conseguirmos fazer algum dinheiro, ótimo".

Por NOAM COHEN

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