Aliados debatem planejamento de eleições no Afeganistão

CABUL - Dentro do gabinete do ministro do interior afegão há um mapa que mostra que mais da metade do país é uma zona de perigo. Dez dos 364 distritos do Afeganistão foram pintados de preto, o que significa que estão sob controle do Taleban, e 156 destes têm indicações de alto risco.

The New York Times |

O mapa gera uma difícil questão: Como, em tal ambiente, pode o Afeganistão realizar eleições em menos de cinco meses?

As eleições, que incluem votos para conselhos municipais, se tornou o foco central de debates, de acordo com Richard C. Holbrooke, enviado especial ao Afeganistão e Paquistão, e o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior americano.

Por enquanto, oficiais afegãos e seus aliados americanos e da Otan dizem que estão absolutamente determinados a ir adiante com as eleições, marcadas para o dia 20 de agosto. O cancelamento ou adiamento das eleições denotaria a que ponto chegou a situação no país e geraria uma crise política e constitucional.

Ao mesmo tempo a preocupação é crescente que mesmo se forças da Otan e afegãs consigam estabelecer uma certa segurança na maioria dos lugares, as eleições sejam prejudicadas de tal forma que sua credibilidade seja questionada e com isso a legitimidade do governo atual e futuro do país.

Insurgentes do Taleban têm tamanho controle da área (principalmente nas províncias do sul de Kandahar, Helmand, Oruzgan e Zabul) que mesmo com a antecipação da chegada de outros 30,000 soldados americanos este ano, as eleições podem não acontecer em algumas áreas.
"A eleição será mais difícil em alguns distritos, especialmente em parte da província", disse Christopher Alexander, vice-coordenar da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão.

"Mas a grande maioria dos distritos, com exceção de 8 ou 10, tomaram parte na registração de eleitores e devem participar das eleições", ele acrescentou.

Em entrevistas, alguns afegãos parecem mais inseguros. Eles preveem que as pessoas foram atingidas de tal maneira pela guerra (e pela insegurança e falta de progresso do governo) que muitas não irão votar.

Os candidatos de oposição, por outro lado, demonstram preocupações com a possibilidade de fraude e irregularidades no sistema de registro de eleitores.

- CARLOTTA GALL

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