Ajuda às nações pobres diminuiu, afirma relatório da ONU

NAÇÕES UNIDAS - A ajuda às nações pobres diminuiu ainda que o preço mais alto dos alimentos e da energia e o desaceleramento do crescimento econômico tornem essa assistência mais urgente, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

The New York Times |

A questão de como aumentar a ajuda para o desenvolvimento será o  principal tema da Assembléia Geral da ONU que acontecerá ainda este mês, com a presença de chefes de Estado numa conferência humanitária no dia 25 de setembro.

O relatório da ONU mostra que a ajuda aos países pobres caiu 8,4% em 2007, depois de uma queda de 4,7% em 2006. Compromissos de ajuda à África, em particular, foram cortados. O grupo das 8 nações  industrializadas prometeu em 2005 doar mais de US$ 25 bilhões à África até 2010, mas apenas US$ 4 bilhões foram realmente entregues.

"O tempo está acabando", disse Ban numa coletiva de imprensa,  acrescentando que apesar de um certo progresso os Estados que  participam da organização não mantiveram seus compromissos.

Ban organizou uma força tarefa para quantificar o vão entre os  objetivos de ajuda para 2015, estabelecidos em 2000 e conhecidos como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e o que realmente foi  atingido.

As conclusões listadas no relatório incluem:

- Apenas 79% das exportações dos países menos desenvolvidos receberam acesso sem tributação aos países desenvolvidos. O objetivo era 97%.

- O alívio de dívidas foi concedido a 33 dos 41 países qualificados,  cancelando mais de 90% de sua dívida externa. Ainda assim, em 2006, 52 países gastaram mais em suas dívidas do que em saúde pública e 10 deixaram de priorizar a educação por este mesmo motivo.

- A distribuição de remédios contra o HIV, malária e tuberculose  melhorou, mas o suprimento de remédios de baixo custo ainda não é  adequado.

- Enorme progresso foi feito em levar a telefonia celular aos países em desenvolvimento, com sinais agora disponíveis em mais de três quartos desta área global. Mas o acesso à internet e outras tecnologias ainda é pequeno.

As Nações Unidas querem que os 22 países mais ricos se comprometam em doar 0,7% de seu Produto Interno Bruto, mas os únicos países que aceitaram a proposta foram: Dinamarca, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suécia. A maioria dos doadores ofereceu em torno de 0,45%, disse o relatório.

Por NEIL MacFARQUHAR

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