Agência americana dá continuidade à caça aos últimos nazistas

WASHINGTON - Durante 30 anos, Eli M. Rosenbaum tem caçado nazistas criminosos de guerra. Mesmo diante da iminente morte dos últimos deles, Rosenbaum não desiste.

The New York Times |

"Ainda há tempo para levar algumas destas pessoas à justiça e nós temos que fazer isso", disse Rosenbaum, diretor do Gabinete de Investigações Especiais, que chegou a esta agência do Departamento de Justiça como estagiário no verão de 1979, ano em que foi criada, e se tornou seu chefe em 1995.


Rosenbaum comanda departamento que busca nazistas nos EUA / NYT

Embora a agência inicialmente tenha procurado os criminosos de guerra nazistas e seus aliados com exclusividade, uma lei de 2004 ampliou seu papel para cobrir os criminosos de guerra modernos, de lugares como Bósnia e Ruanda.

A tarefa do gabinete é localizar suspeitos de crimes de guerra que moram nos Estados Unidos, processá-los sob a lei de imigração (buscando desnaturalizar os que obtiveram cidadania) e deportá-los, preferivelmente para países onde terão que responder por seus crimes.

Rosenbaum diz que, no momento, cerca de 30 pessoas nos Estados Unidos podem ter um passado nazista sob investigação, juntamente com outros 80 possíveis criminosos de guerras mais recentes.

Cerca de metade dos recentes esforços de litígio do gabinete envolveram suspeitos nazistas, entre eles John Demjanjuk, acusado de atrocidades como guarda de campo de concentração na Polônia. Demjanjuk foi deportado para a Alemanha em maio.

"Nós temos mais alguns anos apenas", disse Rosenbaum sobre a caça aos últimos nazistas. "Mas eu não acho que você ouvirá o departamento dizer: 'Pronto. Os casos acabaram'."

Mas o inevitável encolhimento da população de suspeitos nazistas significou mudanças para o Gabinete de Investigações Especiais. Entre outras coisas, os historiadores do gabinete que antes pesquisavam apenas a Segunda Guerra Mundial se tornaram peritos em crimes de guerras modernas.

Apesar de dezenas de investigações, o gabinete empreendeu apenas um punhado de acusações nos últimos anos. Mas Rosenbaum vê significado em demonstrar que a agência investigará suspeitos de crimes de guerra mesmo que estas investigações não conduzam a condenações.

"Eu acho que há um valor particular", ele disse, "em mostrar aos possíveis perpetradores que quem ousar fazer tais crimes, poderá ser processado pelo resto da vida mesmo a milhares de quilômetros do local do crime".

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