Depois que helicóptero caiu no rio East matando uma mulher, grupo de políticos pediu a proibição do transporte em âmbito turístico

Decolando de pontos localizados nas zonas portuárias, os helicópteros dançam pelos céus da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Eles transportam executivos com pressa para os aeroportos - pelo menos aqueles dispostos a pagar US$1.750 -, escoltam turistas em excursões rápidas, relatam as notícias do tráfego e carregam documentos importantes até Wall Street.

Helicóptero turístico sobrevoa heliponto em Manhattan, em Nova York
NYT
Helicóptero turístico sobrevoa heliponto em Manhattan, em Nova York

Os helicópteros levam passageiros ao Hamptons, aos casinos de Atlantic City e às lojas de Woodbury Common em Central Valley. Ajudam em pesquisas aéreas e transportam doentes, além de trazer o presidente à cidade. Por US$1.895, é possível até se casar a bordo de um helicóptero.

A polícia tem sua própria frota, que muitas vezes transporta mergulhadores para realizar buscas de passageiros de helicóptero que caem nas águas do rio. Em uma cidade congestionada, onde o tempo é um medidor de dinheiro perdido, helicópteros são os carros sem asas dos ricos e importantes. Para uma grande maioria dos moradores, porém, o mundo versátil dos helicópteros de Nova York é pouquíssimo conhecido e utilizado, além de ser enervante.

Os lembretes da sua presença barulhenta acontecem praticamente todos os anos, quando um cai, como aconteceu na tarde de terça-feira. Nesse dia, um helicóptero particular caiu no rio East , perto do heliporto da Rua 34, matando uma mulher.

Os helicópteros sempre tiveram uma relação difícil com alguns dos moradores e políticos da cidade, que lamentam seu ruído, suas emissões e, o que parece ser uma tendência inquietante, suas quedas na água.

E, de fato, um grupo de políticos pediu na quarta-feira a proibição de helicópteros turísticos sobre Manhattan, mesmo que os operadores de helicópteros sustentem que é muito mais perigoso dirigir em Nova York.

"Uma pequena minoria em Nova York odeia os helicópteros, até que eles fiquem mortalmente doentes e precisem de um helicóptero de resgate", disse Michael Roth, proprietário do New York Helicopter, uma das cinco operadoras de turismo de helicópteros na cidade. "Eles são tão importantes como os ônibus de dois andares. Fazemos parte da estrutura da indústria turística."

A cidade estima que o uso de helicópteros injeta mais de US$ 50 milhões na economia anualmente e oferece centenas de empregos. Isso sem mencionar a atenção recebida quando as coisas dão errado. Cerca de 270 passageiros morrem em acidentes de trânsito por ano na cidade, geralmente sem muita atenção. Mas a cidade entra em choque sempre que um helicóptero cai.

Por N.R. Kleinfield e Patrick Mcgeehan

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