A linha aérea não tem nada para esconder, mesmo

HONG KONG ¿ As instruções do novo vídeo de segurança dos voos da Air New Zealand são dadas por funcionários nus, exceto por pinturas no corpo e cintos de segurança colocados em lugares estratégicos.

The New York Times |

NYT

Em um comercial da Air New Zealand funcionários
usam pinturas de corpo como uniforme

Os passageiros do vídeo de um voo, desta segunda-feira ¿ das 7 da manhã, de Auckland para Wellington, ilha no norte da Nova Zelândia ¿, nunca devem ter prestado tanta atenção à frase retire o cinto levantando a aba de metal.

O vídeo ¿ e um anúncio publicitário relacionado ¿ possui raros momentos de leveza de uma indústria que teve grandes quedas no número de viagens de passageiros e voos de carga. Linhas aéreas ao redor do mundo, incluindo a Air New Zeland, tiveram que cortar voos, funcionários e planos de investimento.

O objetivo do vídeo de segurança de 3 minutos e meio e do comercial de 45 segundos que começou a passar no último mês é muito diferente dos vídeos de outras linhas. Cada vez mais as empresas acrescentam cobranças de taxas ocultas, em um esforço para aumentar a baixa receita, mas a Air New Zealand não tem nada a esconder.

É por isso que o preço que você paga inclui tudo ¿ abertamente, diz a frase do anúncio.

O vídeo e o comercial não revelam tanto quanto você imagina (ou, talvez, espere, dados os corpos esculturais dos funcionários). A realista pintura de corpo faz parecer como se eles ¿ comissários de bordo, carregadores de bagagens e o piloto - estivessem vestindo uniformes. A única pessoa que não é mostrada fazendo seu trabalho verdadeiro é o chefe-executivo da companhia, Rob Fyfe, vestindo amarelo claro, que interpreta um carregador de bagagens.

A Air New Zealand sofreu tanto quanto outras companhias aéreas com a crise mundial: grandes viagens de transporte caíram agressivamente e novos concorrentes domésticos apareceram, como o Jetstar e o Pacific Blue, apesar de a companhia ainda ter uma participação de mercado de mais de 80%, disse Rob Mercer, analista da Forsyth Barr em Wellington.

Mas Mercer disse que diferente das outras empresas, a Air New Zealand nunca parou de inovar e se superar.

No ano passado, a linha aérea pagou pessoas para raspar suas cabeças e fazer tatuagens temporárias que diziam, Precisa de uma mudança? Venha para a Nova Zelândia.

Neste ano, a campanha publicitária e o vídeo de segurança são ousados, Revelando o essencial para a segurança, atraiu muita atenção à Air New Zealand, o que se espera que traga muitos traseiros para seus assentos.

O comercial, Nada a esconder, foi visto quase duas milhões de vezes no YouTube ¿ o clipe mais visto proveniente da Nova Zelândia, disse por telefone Steve Bayliss, gerente de marketing da companhia, na segunda-feira.

Cada vídeo levou um dia para ser gravado e custou cerca de 10% a 15% do custo de um comercial de uma grande marca, de acordo com as estimativas de Bayliss. Isso porque não foi necessário pagar atores. Os integrantes da equipe da Air New Zealand não receberam pagamento extra, apenas aumentaram sua exposição.

Por BETTINA WASSENER


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