A geração do silêncio

O que faz com que a vida na cidade seja estimulante é o mesmo a torna opressiva: as outras pessoas.

The New York Times |

A tecnologia pode ser capaz de ajudar. A evolução da comunidade e da tecnologia foi um tema da recente exposição Desenho e a Mente Elástica no Museu de Arte Moderna. O título, dado a um ensaio no catálogo da exposição, por Paola Antonelli, uma curadora, sugere excitantes possibilidades de dinâmica emergente: Todos juntos, agora!. Ainda assim Antonelli também aborda o outro lado dessa união.

Citando um o muito mundano exemplo de um contra vários, ela menciona a linha crucial de defesa contra o falatório alheio: Classificado em primeiro lugar como anti-barulho estão os fones de ouvidos. Não saia de casa sem eles.

A tecnologia muda a comunidade e reage à mudança. Ela também é reconsiderada. Considere, realmente, os fones de ouvido anti-barulho. Provavelmente a marca mais famosa de produtos nessa categoria é a Bose, que fabrica alguns modelos sob o nome de Conforto quieto. Bose certamente coloca os dispositivos como uma ferramenta para que um impeça o som de vários (Use-os como uma sala de espetáculos ¿ ou um santuário). Mas a base dessa tecnologia teve aspectos mais específicos.

De acordo com a empresa, seu sistema anti-barulho foi concebido por Amar Bose, o fundador, logo após uma frustrante experiência com fones de ouvido fornecidos por uma companhia aérea em 1978: barulhos externos da cabine competiam com o entretenimento de áudio e, aumentar o volume apenas distorcia o som.

Protótipos, do Grupo de Tecnologia de Redução de Barulho da Bose, forma usados pela força aérea e exercito, e a primeira versão comercial, introduzida em 1989, foi concebida para profissionais da aviação. (Um teste iterativo de 1995 o nomeou produto do ano pela Associação de Proprietários e Pilotos de Aeronaves). A tecnologia cruzou o caminho do Mercado consumidor no fim dos anos 90, ainda no contexto barulhento de viagens aéreas, por um acordo feito com a American Airlines.

Obviamente, fones de ouvidos já existiam em várias formas por décadas. Mas quando Amar Bose teve sua aérea inspiração, eles foram associados mais aos lares e com foco na alta qualidade da audição, como o show de rádio FM Apenas para fones de ouvido convidando sua audiência a sentar-se corretamente e realmente concentrar-se no lado escuro da lua ou qualquer coisa assim.

Ao mesmo tempo, outro executivo insatisfeito com a distração oferecida em vôos, almejava por um aparelho com fones de ouvidos leves que o permitisse ouvir ópera no céu. O produto que sua companhia, Sony, desenvolveu na seqüência também acabou sendo o produto que trouxe o som pessoal para as calçadas e por todo lugar: o walkman.

Trinta anos depois e mergulhados na era dos telefones celulares e iPods, a trilha sonora portátil é um prêmio para a vida na cidade, embora alguns fragmentos conceituais em Desenho e a Mente Elástica sugiram que nós ainda estamos nos adaptando a essa nova realidade.

Um protótipo chamado Fones de ouvido de tirar o chapéu inclui uma absurda alça ligada a um par de fones de ouvido. O designer Synnove Fredericks notou que os participantes de eventos itinerantes da moda, em Londres, (um grupo de amigos dançando em público de acordo com o que quer que esteja tocando nos aparelhos individuais) tiravam um fone de ouvido quando percebiam a chegada de alguém. ¿ como antigamente elegantemente um homem tiraria o chapéu. A alça dos fones de ouvido de tirar o chapéu, então, seria o máximo do meramente simbólico gesto de saudação ao se remover o fone. Outro conceito, pelo projeto Social Móvel, que se originou nos escritórios da empresa de design IDEO, propõe fones que modifiquem o comportamento de seus usuários, por exemplo, dando-lhes choques quando eles estivessem falando muito alto.

Dado o desconforto e ajustes implicados nesses projetos, não é de se surpreender que os fones de ouvidos anti-barulho tenham se tornado ferramentas para apagar não apenas o entediante urro de um avião como também a tagarelice da vida na cidade. O modelo 3 de Quieto Conforto de Bose a trezentos e cinqüenta dólares, introduzidos em 2006, tem um formato de invólucro achatado, para facilitar o transporte, garantido isolamento acústico enquanto se transita pelas multidões. E o modelo 2 de Quieto Conforto, de trezentos dólares, pode ser incrementado com um kit de comunicação móvel para seus telefones celulares.Dessa forma,o irritante som de outros pedestres se comunicando com outros a distancia não o distrairá enquanto você estiver fazendo a mesma coisa.

O que Antonelli diz esperar, em seu ensaio, é o desenvolvimento de uma nova regra de etiqueta que nos adapte ao nexo da emergente tecnologia urbana, onde perdidos em seus universos individuais metafísicos, as pessoas estejam menos atentas as suas coberturas físicas (corpos), com os outros amigos cidadãos.

Talvez a regra de etiqueta venha. Enquanto isso nós usaremos as ferramentas que temos às mãos para aproveitar a nossa união em nossos próprios termos e a nossa solidão.

(Rob Walker escreve a coluna Consumido para a revista The New York Times). 

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