falência do Tribune Co., na segunda-feira, é a maior de todas as evidências de que a indústria do jornal nos EUA está sofrendo a ressaca da imensa farra de compras de 2006 e 2007, que se provou ser o pior momento possível para os compradores já que os negócios estavam prestes a entrar em declínio. " / falência do Tribune Co., na segunda-feira, é a maior de todas as evidências de que a indústria do jornal nos EUA está sofrendo a ressaca da imensa farra de compras de 2006 e 2007, que se provou ser o pior momento possível para os compradores já que os negócios estavam prestes a entrar em declínio. " /

A bolha do jornal também explodiu

A http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/08/grupo+tribune+company+pede+concordata+nos+eua+3162992.html target=_topfalência do Tribune Co., na segunda-feira, é a maior de todas as evidências de que a indústria do jornal nos EUA está sofrendo a ressaca da imensa farra de compras de 2006 e 2007, que se provou ser o pior momento possível para os compradores já que os negócios estavam prestes a entrar em declínio.

The New York Times |

Acordo Ortográfico
Os jornais estariam encrencados de qualquer maneira. A sólida falta de publicidade e leitores das versões impressas e digitais se tornou uma grande torrente neste ano de recessão.

A maioria dos jornais ainda se mantém rentável, mas as margens de lucro estão diminuindo rapidamente, com a indústria perdendo cerca de 15% das receitas de publicidade só neste ano.

No lado mais fraco, as companhias são tão grandes porque emprestaram muito dinheiro para comprar papel, geralmente a preços inflados, e o maior desses negócios foi fechado em 2006 e início de 2007. O acordo do Tribune foi o maior de todos: US$ 8,2 bilhões para adquirir a companhia que abrigava os Los Angeles Times, o The Chicago Tribune e outras 23 estações de televisão, uma transação que quase triplicou as dívidas da empresa. 

No ano antes do controle ser anunciado, a McClatchy Co. comprou a Knight Ridder, incluindo jornais como o The Miami Herald e o The Kansas City Star; the MediaNews Group comprou diversos veículos, incluindo o The San Jose Mercury News e o The Pioneer Press em St. Paul, Minnesota; investidores da Filadélfia compraram The Inquirer e The Daily News; e uma empresa jurídica, a Avista Capital Partners, comprou o The Star Tribune em Minneapolis. Empresas menores como a GateHouse Media comprou dezenas de jornais locais.

Se fosse possível desfazer essas compras, o mundo dos negócios ainda estaria em grande dificuldade, disse John Puchalla, vice-presidente e analista da Moodys Investor Service.

Isso não poderia reverter os maus negócios, disse. Mas certamente poderia mudar a vulnerabilidade. Dez ou quinze anos atrás, a maioria dos negócios carregava poucas dívidas. Mas as companhias se movimentaram além do limite, e nos últimos dois anos algumas companhias levaram isso longe demais.

A maioria dos jornais, apesar dos juros, das taxas, da depreciação e amortização, ainda tem lucros de 10% ou 20% de sua receita. Esses números são menores dos 20% e 30% da última década, mas ainda são toleráveis ¿ se não fosse pelo pagamento das dívidas.

O The Star Tribune, os jornais da Filadélfia e a Journal Register Co., editora do The New Haven Register, suspenderam o pagamento das dívidas enquanto tentam buscar novos meios sustentáveis com seus credores. Empresários de jornais de Minneapolis falam em falência.

A McClatchy e a MediaNews tiveram sucesso em administrar o pagamento das suas dívidas, mas também tiveram que negociar novos termos com os credores para este ano. A Freedom Communications, que publica o The Orange County Register, recentemente alertou que poderá não obedecer às exigências de fluxo de dinheiro previstas nos contratos das dívidas

O grau de confiabilidade de quase todas as empresas de jornais atribuído pelas maiores agências de avaliação de risco tem estado bem abaixo do grau de investimento. Eu acredito que haverá mais pressão nessas companhias, e mais falências, disse Dave Novosel, analista da Gimme Credit, uma empresa de pesquisa.

Algumas empresas jornalísticas gostariam de se unir com outras da mesma região, mas algumas estão sendo barradas devido às regulamentações do setor. Em uma acordo de 2006 na região de São Francisco entre a MediaNews e um de seus investidores, a Hearst Corp., que publica a The San Francisco Chronicle, foi impedido logo no início.

Crise imobiliária

Colocar seus papéis à venda, como muitas empresas em apuros fizeram, não resolverá os problemas da indústria, disse David C. Joyce, analista de mídia da Miller Tabak & Co., uma pequena empresa de investimento.

Vender ativos também significa acabar com o fluxo de caixa, e eles precisam desse dinheiro para pagar as dívidas, disse. E qualquer venda estaria próximo da liquidação, porque as pessoas não estão comprando ativos, especialmente de empresas jornalísticas.

Existem exceções nesta história, incluindo a Gannett Co., a maior rede de jornais do país. Empresas como a Gannett, que não tem muitas dívidas e não adquiriu jornais nos últimos anos, estão muito melhor do que seus pares, apesar do declínio na receita.

Olhando para trás, o que aconteceu com os jornais de 2006 e 2007 é semelhante à bolha no mercado imobiliário, com resultados semelhantes. Existia muito crédito disponível,, apesar dos riscos que deveriam ser óbvios para todos, disse Novosel. Os bancos estavam desejosos por emprestar e as pessoas estavam desejosas por comprar já que, com os preços dos ativos subindo, eles estariam bem.

Por RICHARD PEREZ-PENA

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