Agências de ajuda humanitária protestam contra novas exigências do Hamas

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Grupo que governa a Faixa de Gaza passou a solicitar de agências internacionais informações adicionais para conceder licenças de saída

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Cerca de duas dezenas de agências internacionais de ajuda humanitária que operam na Faixa de Gaza suspenderam as viagens de seus oficiais locais para Israel e a Cisjordânia para protestar contra novas exigências de licenças de saída impostas pelo governo liderado pelo Hamas.

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Líderes de várias ONGs disseram que os requisitos de licenciamento, anunciados no mês passado, eram um esforço por parte do Hamas, o grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, para coletar informações a respeito de seus grupos por meio de formulários e entrevistas de inscrição.

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O Hamas também tem procurado informações sobre o salário dos funcionários locais com intuito de recolher imposto de renda, e quer cobrar impostos de fornecedores que providenciam materiais para projetos financiados internacionalmente em Gaza, que as agências de ajuda humanitária se opõem.

Um representante de um grupo de 25 agências, incluindo algumas filiadas com as Nações Unidas, disse que o Hamas enviou formulários "três vezes maiores" do que os anteriores, buscando informações "que não é da conta deles."

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No entanto, Tharwat al-Bik, diretor de ONGs no Ministério do Interior do Hamas, disse que o governo estava "implementando a lei, que não coloca qualquer organização pública acima dele." Ele citou "motivações políticas", como o motivo pela qual as agências se recusaram a cooperar com o Hamas, que governa Gaza desde 2007, mas é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos e Israel.

Uma polêmica semelhante surgiu em 2011, quando o Departamento de Estado dos EUA ameaçou retirar US$ 100 milhões gastos em cuidados de saúde, agricultura e projetos hidráulicos na Faixa de Gaza depois que o Hamas insistiu em uma auditoria de instituições de caridade financiadas pelos EUA que operam na cidade de Gaza.

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O Hamas finalmente decidiu auditar apenas grupos que não fossem americanos; al-Bik disse que um deles, o International Medical Corps, tinha um mês para apresentar as exigências do governo ou seria impedido de trabalhar na Faixa de Gaza.

Oficiais locais de organizações internacionais estão entre os poucos moradores da Faixa de Gaza que rotineiramente viajam para Israel. Várias centenas de empresários e pacientes com encaminhamentos para hospitais em Israel ou na Cisjordânia também estão autorizados a sair.

Por Fares Akram

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