Indefinição de Hillary sobre corrida presidencial paralisa doadores e rivais

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Partidários insistem que ex-secretária de Estado se posicione o quanto antes para não correr risco de desviar doadores de potenciais concorrentes, como o vice Joe Biden

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Hillary Clinton deixou o Departamento de Estado há três meses, mas ainda precisa de uma equipe para que continue sendo Hillary Clinton. Há cerca de seis funcionários que agora trabalham para a ex-Secretária de Estado e candidata presidencial democrata em um pequeno espaço corporativo na avenida Connecticut, em Washington, no que é chamado de seu "gabinete de transição".

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Hillary Clinton participa de sua festa de despedida como secretária de Estado no Departamento de Estado em Washington (1/2)

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Hillary e seus assessores ainda não divulgaram para que servirá essa transição. Mas a pergunta está presente em cada um de seus passos e tem impedido uma precoce - mas para alguns potenciais candidatos, muito importante - manobra presidencial democrata.

Faltam pelo menos 32 meses para o cáucaso de Iowa, mas isso não dissuadiu uma rede de ex-membros da campanha e voluntários de iniciarem um comitê de ação política, "Prontos para Hillary", dedicado àquela que esperam ser sua candidata em 2016.

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"Todo mundo está se adiantando demais", disse Philippe Reines, assessor de comunicação de Hillary.

Amigos e grandes doadores insistiram que Hillary expressou ambivalência à respeito de concorrer pela presidência novamente. Já Bill Clinton indicou que está otimista pela possibilidade de sua esposa concorrer. Outros estão insistindo para que ela se apresse e não dê oportunidade para que os principais doadores do partido se comprometam com um potencial rival, como o vice-presidente Joe Biden.

Quando perguntado se a decisão de Clinton afetaria as deliberações de Biden à respeito da disputa, Joe Slade White, estrategista de longa data de Biden, respondeu: "Claro que sim. (Mas) isso não quer dizer que ele não concorreria."

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Entretanto, aqueles que estão mais ligados à sua rede de financiadores políticos disseram que as fontes mais importantes não farão nada até que ela deixe claro que irá concorrer.

"Eu conversei com um número de doadores que estariam dispostos a dar o que estão autorizados para uma campanha presidencial e, certamente, para doar uma enorme quantia de dinheiro para qualquer tipo de comitê que seja solidário a ela", disse Harold Ickes, assessor da campanha de Hillary de 2008. "Eles têm dito: 'Quando ela estiver pronta, estaremos prontos."'

Idade e saúde serão levadas em consideração - Clinton terá 69 anos de idade em 2016. Ainda assim, seus aliados políticos mais próximos disseram que é mais provável que ela opte por disputar.

"Eu acredito que ela queira muito ver uma primeira mulher presidente", disse Ickes. "E se você prestar atenção no cenário político americano atual, só há uma pessoa que possui uma oportunidade real de fazer com que isso aconteça.”

Por Jim Rutenberg

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