Presente do Mali, camelo do presidente francês vira jantar

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Animal dado a Hollande em agradecimento por intervenção francesa foi saboreado com molho tagine por família encarregada de tomar conta dele em Timbuktu

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Como se não bastasse a quantidade de problemas que o presidente da França, François Hollande, enfrenta com uma economia estagnada e um escândalo relacionado a contas bancárias secretas no exterior de seu ex-ministro do Orçamento, seu camelo agora virou refeição.

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AP
Presidente francês François Hollande faz visita de um dia ao Mali (02/02)

Durante sua visita ao Mali no início de fevereiro, autoridades locais o presentearam com o filhote de um camelo como símbolo de agradecimento pela intervenção militar lançada para expulsar rebeldes islâmicos que haviam tomado conta do norte do país africano.

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O presidente francês, que viajava com seu ministro de Defesa, Jean-Yves Le Drian, brincou, na época, que poderia usar o camelo em Paris para contornar os engarrafamentos. Mas o animal gritava constantemente e não parecia ter gostado da companhia do presidente. No final, Hollande deixou seu filhote de camelo sob os cuidados de uma família em Timbuktu.

A família, que evidentemente não entendeu o propósito de seu acordo de custódia, acabou matando o camelo para comê-lo. De acordo com com relatos locais, ele foi temperado com um delicioso molho tagine.

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Autoridades do Mali disseram em 9 de abril que dariam a Hollande um novo camelo e que, dessa vez, o entregariam diretamente na França.

"Assim que ficamos sabendo dessa notícia, rapidamente o substituímos com um camelo maior e mais bonito", disse à Reuters uma autoridade em Timbuktu. "Temos vergonha do que aconteceu com o camelo", disse pedindo anonimato à agência de notícias britânica. "O novo camelo será enviado a Paris. Foi um presente que não merecia ter tido o destino que teve."

Le Drian, o ministro da Defesa, foi o encarregado de manter Hollande atualizado sobre o estado de seu camelo e teve de informá-lo de seu triste fim no início deste mês, de acordo com a revista francesa Valeurs Actuelles. "A notícia chegou até nós por soldados em campo", contou uma autoridade do governo francês.

*Por Steven Erlanger

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