Obama tem pouca margem de manobra enquanto Congresso discute sua agenda

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Debate sobre redução do déficit em longo prazo, controle de armas e reforma migratória será teste de como líder e republicanos trabalharão juntos - ou não - em seu segundo mandato

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Os dias atuais podem ser decisivos para os principais itens na agenda do segundo mandato do presidente Barack Obama: a redução do déficit em longo prazo, a implementação de leis de controle do porte de armas e mudanças na atual lei imigratória.

Desafio: Obama enfrenta 'maldição' do segundo mandato

The New York Times
Presidente Barack Obama cumprimenta policiais depois de falar na Academia de Polícia de Denver (03/04)

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Membros de ambos partidos disseram que Obama enfrentará um dilema com sua abordagem legislativa em um Congresso profundamente polarizado. No passado, quando ficou afastado da ação legislativa, os republicanos e outros o acusaram de falta de liderança; quando se envolveu, queixaram-se de que não seriam capazes de apoiar um projeto de lei tão ligado a Obama sem arriscar serem criticados por eleitores conservadores.

As três prioridades pendentes do presidente serão um teste de como ele e os republicanos trabalharão juntos - ou não - em seu segundo mandato.

Cada medida de sua própria maneira ilustra a linha tênue que Obama deverá caminhar para ter sucesso, mesmo com a opinião nacional a seu lado. Privadamente, a Casa Branca está otimista apenas em relação às perspectivas para uma lei de imigração, que abriria caminho para concessão de cidadania para cerca de 11 milhões que vivem ilegalmente no país.

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Isso porque um acordo em relação à imigração é a única solução que os republicanos enxergam como de acordo com seus próprios interesses, dada a impopularidade de seu partido com o cada vez mais crescente eleitorado latino.

Em contraste, a maioria dos republicanos não vê nenhuma vantagem em apoiar a legislação contra armas, dada a hostilidade com a qual ela é recebida em muitos de seus Estados ou distritos.

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Um acordo sobre o Orçamento, por outro lado, exigiria concordar com o aumento dos impostos, algo inaceitável para os eleitores conservadores, em troca do apoio de Obama para as reduções no sistema Medicare (programa de saúde para idosos) e Previdência Social.

Diante desse cenário, Obama logo no início delineou os elementos que queria ver nas medidas de imigração e armas e acabou deixando que o restante fosse organizado pelo Congresso.

No quesito da imigração, Obama quis propor sua própria medida, pois havia prometido a grupos latinos que o faria. Mas os democratas do Senado aconselharam contra essa ideia, temendo que um "projeto de lei Obama" poderia assustar republicanos como o senador Marco Rubio, da Flórida, que tem ambições presidenciais.

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Embora exista a percepção de que Obama está ativamente envolvido na questão da imigração nos bastidores por causa das melhores probabilidades desse projeto de lei em comparação às medidas sobre o controle de armas, o presidente está engajado em batalhas em todas as frentes em locais longe de Washington.

Em relação ao Orçamento, Obama tentou duas estratégias - negociar pessoalmente com o presidente da Câmara dos Representantes, John A. Boehner, para conseguir uma "grande barganha" para impostos e reduções em programas de concessão e, quando isso fracassou, deixou com que o Congresso tentasse, algo que também não funcionou. Agora, com o esforço bipartidário moribundo, o presidente decidiu que não tem outra opção a não ser tomar a iniciativa de retomar as negociações publicamente com esperanças de conquistar algum apoio republicano.

Por Jackie Calmes

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