EUA: Senado alcança acordo bipartidário para avaliação de compradores de armas

Por NYT | - Atualizada às

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Medida que pretende expandir a verificação de ficha criminal a eventos de armas e a vendas online aumenta chances de que pacote de leis sobre armas chegue ao plenário do Senado

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Um grupo de senadores bipartidários anunciou nesta quarta-feira um acordo para expandir a avaliação da ficha criminal de compradores de armas, aumentando as chances de que um pacote viável de novas leis de armas chegue em breve ao plenário do Senado. Os senadores Joe Manchin III, democrata da Virgínia Ocidental, e Patrick J. Toomey, republicano da Pensilvânia, lideraram a medida.

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Sob os termos do acordo, as avaliações da ficha dos compradores de armas se expandiriam para eventos de exposição de armas e vendas online - uma ampla porção da venda de armamentos que é feita sem as verificações usadas pelas lojas de armas - e manterão os documentos com as informações dos compradores que policiais veem como essenciais no rastreamento do uso de armas para ações criminais, mas que grupos defensores do porte de armas deploram.

O projeto de lei também modificaria a medida atual, que receberá uma votação processual na quinta-feira, de outras formas importantes. Por exemplo, as verificações da ficha criminal se estenderiam a menos compradores que grupos de controles de armas - e alguns democratas no Senado - gostariam. Vendas entre membros da mesma família, por exemplo, ficariam isentas.

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Além disso, outros itens do atual projeto de lei de segurança de armas foram removidos, incluindo um mecanismo que requer que cada Estado valide a permissão de outro para porte de armas ocultas e outro item que limita a venda pela internet em cinco ou mais armas por ano.

O acordo, que há duas semanas parecia difícil de fechar, tem o objetivo de atrair o apoio do maior número possível de membros dos dois partidos ao projeto de lei - incluindo democratas que disputam a reeleição em Estados de tendência republicana. "Esse começo, e não o fim de nosso trabalho", disse Manchin.

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O pacto contém mudanças que atrairão a atenção dos que apoiam o direito ao porte de armas e daqueles que defendem seu controle. A medida original teria permitido que alguém alegasse apenas estar de passagem ao viajar a um Estado que proibisse determinadas armas. Sob o novo acordo, o viajante terá a responsabilidade de demonstrar que realmente está em trânsito, isentando o governo de provar isso.

Mas o novo pacto tem itens já previstos na proposta atual que irá a plenário. Vendedores de armas teriam imunidade em processos judiciais se uma arma de fogo que comercializaram for usada em um crime. Também permitirá que negociadores viajem a um outro Estado e transfiram armas em um evento de um Estado diferente se respeitarem as leis de armas locais. E permitirá que militares na ativa comprem armas em seus Estados natais e onde estão baseados.

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