Nova base de aviões não tripulados no Níger marca presença dos EUA na África

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Continente se tornou prioridade para o governo americano em sua luta contra a Al-Qaeda e seus afiliados; nova base pode suprir presença reduzida do Exército dos EUA

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O anúncio do presidente Barack Obama da abertura de uma nova base de drones no Níger, há um mês, indica que os EUA querem abrir um novo fronte na guerra com aeronaves teleguiadas contra a Al-Qaeda e seus afiliados. Cerca de 100 soldados norte-americanos foram enviados ao país da África Ocidental para ajudar a estabelecer a nova base a partir da qual os aviões Predator poderão decolar e vigiar a região.

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A base de drones, localizada por enquanto na capital Niamey, é uma indicação da prioridade que a África se tornou nos esforços anti-terrorismo americanos. O Exército dos Estados Unidos tem uma presença limitada na África, com apenas uma base permanente em Djibuti, que fica a mais de 4,8 mil quilômetros de Mali, onde os insurgentes haviam tomado a metade do país até serem expulsos por uma força liderada pelos franceses.

Segundo Obama, cerca de 40 membros do serviço militar dos Estados Unidos chegaram ao Níger, elevando o número total de militares no país para cerca de 100. Uma autoridade disse que foram alocados especialistas de logística, analistas de inteligência e agentes de segurança da Força Aérea.

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Obama afirmou que as tropas, que estão armadas apenas para sua própria proteção, apoiariam a operação francesa que em janeiro expulsou combatentes filiados da Al-Qaeda.

O Níger, um dos países mais pobres do mundo, assinou um acordo de estatuto das forças em janeiro com os Estados Unidos, que abriu o caminho para um maior envolvimento militar americano no país e forneceu proteção legal para as tropas americanas implantadas em seu território.

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Em uma entrevista em Niamey, o presidente Mahamadou Issoufou expressou preocupação a respeito do transbordamento da violência e de refugiados do Mali, bem como com as crescentes ameaças de Boko Haram, um grupo extremista islâmico que atua na vizinha Nigéria.

As tropas francesas e africanas retomaram cidades do norte do Mali, incluindo Timbuktu, Gao e Kidal, mas cerca de 2 mil militantes se refugiaram nos desertos e nas montanha e começaram uma campanha pequena de perseguição e terror, despachando suicidas, atacando postos de guarda, infiltrando cidades libertadas ou ordenando ataques contra civis.

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"O Comando Africano posicionou aeronaves teleguiadas desarmadas no Níger para apoiar uma série de missões de segurança regionais e compromissos com as nações parceiras", explicou Benjamin Benson, um porta-voz do comando, em Stuttgart, na Alemanha.

Benson não disse quantos aviões ou tropas seriam implantados, mas outras autoridades americanas disseram que a base poderia, eventualmente, ter até 300 membros do serviço militar dos Estados Unidos.

Por enquanto, segundo autoridades americanas, os drones serão desarmados e sobrevoarão apenas em missões de vigilância, embora não descartem realizar ataques com mísseis, em algum momento, se a ameaça se agravar.

A nova base de drones vai fazer parte de uma série de pequenas pistas de pouso que nos últimos anos tomaram conta do continente, incluindo uma na Etiópia, para missões de vigilância por drones e por aviões turboélice projetados para parecerem com aeronaves civis.

Uma série de drones Predator desarmados concluirão a necessidade desesperada de se obter informações mais detalhadas sobre as ameaças regionais incluindo sobre os militantes em Mali e o fluxo inabalável de combatentes e armas da Líbia.

Por Eric Schmitt e Scott Sayare

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