Obama e Romney tentam conquistar eleitoras indecisas

Conhecidas como 'mães garçonetes', elas são mulheres brancas sem diploma universitário que trabalham e viram sua situação econômica piorar

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Emmakate Paris, 41, disse estar consumida por preocupações - "as crianças, o seguro de saúde, as férias, a escola, os impostos, o preço do gás."

Ela votou em Barack Obama em 2008, mas agora está dividida. Para ela, o presidente não cumpriu sua promessa. "Meu marido e eu temos de trabalhar o tempo todo e ainda assim mal damos conta." 

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Ashley Delpidio, que deve votar em Romney, em sua casa em Derry, New Hampshire (16/10)

Mas ela não está feliz com Mitt Romney também. Ela disse que ele "atrasaria" a vida das mulheres porque não entende suas necessidades. "Trabalhamos tão duro para chegar onde estamos hoje e pensar em perder nossos direitos não é algo concebível", disse ela, balançando a cabeça.

Eis o perfil da cobiçada eleitora indecisa em 2012. Ela caiu um ou dois degraus na "escada econômica", passando de seu papel como dona de casa na mais próspera década de 1990 ao título de “mãe garçonete".

Em vez de transportar suas crianças pelos subúrbios em minivans, sua característica definidora é ser a responsável por girar a enorme roda de hamster de uma economia forte - e não ficar à sua frente.

Dure ou não, o termo "mãe garçonete " define um grupo distinto: mulheres brancas da classe trabalhadora que não frequentaram a faculdade. E elas estão recebendo muita atenção de ambas as campanhas, porque mesmo a esta altura, segundo as pesquisas, ainda não escolheram um candidato, embora tendam a ficar do lado dos republicanos.

"Mulheres da classe trabalhadora são mais suscetíveis a fazer parte do dito eleitorado móvel, e precisamente por isso ambas as campanhas estão atrás delas", disse Geoff Garin, um pesquisador democrata, que está assessorando o grupo Super Pac Priorities USA, que é pró-Obama.

Enquanto as mulheres, em geral, têm historicamente apoiado candidatos presidenciais democratas, as mulheres da classe trabalhadora branca sem diplomas universitários - cerca de 9% de todos os eleitores em 2008 - estão entre seus elos mais fracos.

"As mulheres são o voto volátil no final, particularmente as mulheres da classe trabalhadora, que não têm diploma universitário e são casadas", disse Celinda Lake, uma pesquisadora democrata que há muito se especializa nos padrões de voto das mulheres.

Pesquisadores encontraram diferenças entre as mulheres que parecem correlacionar-se com os seus hábitos de voto. As mulheres solteiras, por exemplo, tendem a votar nos democratas, dizem eles, enquanto as mulheres casadas tendem a votar nos republicanos.

"Grupos de mulheres simplesmente não se assemelham mais, o que é realmente fascinante", disse Fitzpatrick Kellyanne Conway, um pesquisador republicano - que, acrescentou que a diferença entre homens e mulheres tornou-se bastante previsível. "Marte versus Venus", disse ela, "é bem fácil".

Por Katharine Q. Seelye

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