Republicanos tentam evitar que candidato libertário tire votos de Romney

Ex-integrante do Partido Republicano, Gary Johnson tem pouca expressão nas pesquisas, mas pode fazer diferença em eleição apertada

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Quando estava disputando a indicação presidencial republicana no ano passado, Gary Johnson, o ex-governador republicano de dois mandatos do Novo México, foi ridicularizado por membros do partido por defender a legalização da maconha e um corte de 43% nos gastos militares.

Agora em campanha como candidato presidencial pelo Partido Libertário, Johnson ainda não representa uma influência significativa nas pesquisas. Mas ele está na cédula de votação de todos os Estados, com exceção de Michigan e Oklahoma, conta com o apoio de alguns pequenos Super PACs (comitês de ação política independentes que podem arrecadar e gastar quantias ilimitadas durante as campanhas) e está tentando explorar o mesmo entusiasmo popular que ajudou o deputado Ron Paul a conquistar seus apoiadores. E com as pesquisas mostrando que a disputa entre o presidente Barack Obama e Mitt Romney deverá ser acirrada, os colegas republicanos de Johnson estão aos poucos começando a levá-lo mais a sério.

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Partidários de Gary Johnson seguram cartazes com seu nome em Edina (12/10)


Ao redor de todo o país, agentes republicanos têm se movimentado para impedir que Johnson se torne a sua versão de Ralph Nader, o candidato do Partido Verde, que em 2000 ajudou George W. Bush a vencer Al Gore em Estados decisivos como Ohio e Flórida.

O medo de Johnson influenciar no resultado em um Estado importante pode ser a explicação pela qual um assessor de Romney administrou o que foi efetivamente uma operação de vigilância nos esforços de Johnson durante o verão para se qualificar para a votação no Estado de Iowa, correndo atrás de testemunhas para depor em um processo para impedi-lo - algo que eventualmente fracassou.

Libertários suspeitam que é por isso que as autoridades republicanas estaduais em Michigan bloquearam Johnson da cédula, depois que ele deu entrada em sua papelada três minutos após o prazo de arquivamento ter sido encerrado.

Ambos os lados concordam que Johnson - cuja postura pró-legalização da maconha e antiguerra pode apelar ao voto dos jovens e cujas propostas antigoverno e antigastos podem apelar para fiscais conservadores - tem o potencial para atrair tanto partidários de Romney quanto de Obama. Os esforços para impedir a candidatura de Johnson têm atraído acusações de espionagem e coerção dos libertários e contra-ataques por parte dos republicanos de que o partido havia recorrido a fraude ao aceitar ajuda secreta dos democratas.

Democratas e oficiais da campanha de Obama negam qualquer envolvimento. Mas Johnson tem recebido ajuda do crítico Roger Stone, um agente republicano de longa data tão comprometido com seu partido que ele tem uma tatuagem do presidente Richard M. Nixon em suas costas.

Democratas disseram que Johnson poderia exercer maior efeito sobre Romney em Nevada, onde uma pesqiosa de setembro mostrou que Obama e Romney estavam empatados.

Existem poucas pesquisas feitas sobre Johnson para apoiar todas estas hipóteses, o que sua campanha aponta como evidência de que ele está sendo injustamente ignorado pela mídia. No entanto, o jornal The Miami Herald e The Times Tampa Bay mediram seu apoio a cerca de 1% - muito mais do que a margem de 537 votos que acabou sendo considerada o motivo da vantagem de Bush sobre Gore em 2000.

"De acordo com o que aprendemos na Flórida, quando uma disputa está bastante acirrada, até mesmo um pequeno número pode fazer toda diferença", disse Charlie Cook, o editor do The Cook Political Report, que monitora as tendências eleitorais.

Por Jim Rutenberg

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