Eleição cria incerteza sobre futuro do sistema de saúde dos EUA

Ao decidirem entre Obama e Romney, eleitores também escolhem entre dois planos profundamente diferentes para o setor; veja as propostas

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Joyce Beck, que administra um pequeno hospital e uma rede de clínicas médicas na zona rural do Estado de Nebrasca, está relutante em planejar o futuro até que os eleitores se decidam entre o presidente Barack Obama e o candidato republicano Mitt Romney .

As propostas dos candidatos para o Medicare, o Medicaid e a cobertura nacional para quem não tem plano de saúde são nitidamente divergentes e provocam muita incerteza, explicou. "Estamos todos apenas aguardando para ver o que será decidido na eleição", disse Beck, diretora-executiva de Serviços de Saúde do Condado de Thayer, com sede em Hebron.

Entenda:  Saiba mais sobre as propostas de Obama e Romney

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Republicano Mitt Romney e democrata Barack Obama, rivais na eleição presidencial americana

Quando os americanos forem às urnas no mês de novembro, eles não irão apenas votar para eleger um presidente, mas também uma das duas visões profundamente diferentes para o futuro do país na questão do sistema de saúde.

Caso Obama vença, a lei apoiada pelo presidente - que inclui a polêmica exigência de que a maioria dos americanos obtenha planos de saúde para evitar uma multa fiscal - quase certamente entrará em pleno vigor, tornando-se a maior expansão da rede de segurança social desde que Lyndon Johnson aprovou seus programas há quase meio século.

Se Romney vencer e os republicanos ganharem espaço no Senado, grande parte dessa lei pode ser revogada - ou o seu financiamento cortado - e a meta do presidente de conseguir cobertura quase universal para os americanos poderá ficar de lado em relação à prioridade de Romney, que é controlar os custos médicos.

Dada a rigidez da escolha, historiadores e políticos acreditam que esta eleição pode ser um dos referendos mais significativos sobre a legislação desde 1936, quando o republicano Alf Landon concorreu contra Franklin D. Roosevelt e seus programas do New Deal.

Para o Medicare e o Medicaid, programas de saúde do governo para os americanos mais idosos, pessoas de baixa renda e portadores de deficiência, os candidatos também possuem visões profundamente diferentes. Propostas de Romney pedem por mudanças fundamentais na estrutura dos programas, colocando mais ênfase na competição entre o setor privado e muito menos na regulamentação do governo.

Obama iria expandir o Medicaid para cobrir mais milhões de pessoas; Romney iria efetivamente reduzi-lo, dando a cada Estado uma quantia fixa de dinheiro federal para cobrir sua população desfavorecida com mais controle sobre elegibilidade e benefícios.

Romney acabaria por dar a cada beneficiário do Medicare uma quantia fixa de dinheiro federal para pagar os prêmios para qualquer programa Medicare tradicional ou seguro privado. Obama iria preservar a estrutura do Medicare, mas iria tentar controlar os custos, em parte ao aparar pagamentos a prestadores de cuidados de saúde.

A passagem do Affordable Care Act em 2010 foi, para muitos, a realização legislativa mais significativa de Obama. Mas a lei se mostrou tão divisiva que o ato de desmancha-la se tornou um grito de guerra central de republicanos que buscam retomar o poder da Casa Branca.

Por Abby Goodnough e Robert Pear

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