Resgate do histórico Rainbow Room, em Nova York, pode acontecer tarde demais

Símbolo da grande era de bares nos telhados, local encontra-se vazio no Rockefeller Plaza, em Manhattan, vítima de luta entre poderoso proprietário e administrador de restaurantes

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O Rainbow Room foi provavelmente o espaço mais cinematograficamente perfeito que já existiu em Nova York. Ele possuía um visual moderno e elegante: lustres de cristal, uma pista de dança giratória e longas cortinas aveludadas.

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Existe uma razão para o local ter sido cinematograficamente perfeito: sua decoração foi feita pelo diretor Vincente Minnelli.

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Salão do Rainbow Room, no Rockefeller Plaza, em Nova York, em agosto de 2008

Hoje, como tem acontecido nos últimos três anos, o Rainbow Room se encontra vazio no 65º andar do Edifício 30 Rockefeller Plaza, em Manhattan, vítima de uma luta entre um poderoso proprietário e um famoso administrador de restaurantes.

Na terça-feira, o Rainbow Room deu mais um passo crucial que o fez chegar mais perto de ser designado como um raro marco histórico quando a Comissão de Preservação de Marcos da Prefeitura concordou em agendar uma audiência pública no dia 11 de setembro para analisar sua petição. Mas isso pode não ser o suficiente, além de ser uma tomada de decisão tardia.

O bar, que foi muito popular na década de 90, foi dividido em seções e alguns donos de restaurantes disseram que parte do andar abaixo do Rainbow Room - com a sala de banquetes e sua cozinha - foi alugado para uma empresa de contabilidade.

O pedido de designação como um marco é remanescente de uma rixa entre a família Cipriani, que administrou o Rainbow Room e a imobiliária Tishman Speyer Properties, que é a proprietária do local desde 90.

Foi a família Cipriani que apresentou o pedido à comissão, talvez sabendo que normalmente proprietários às vezes se opõem a conceder o estado de marco, pois isso costuma limitar as possibilidades de alterações que podem fazer. E limitar a forma como o espaço pode ser remodelado pode limitar a maneira como ele pode ser usado ou o valor que pode ser cobrado para sua ocupação.

Eles estão fora de atividade desde 2009, quando Tishman Speyer os expulsou do local.

Status

Hoje, a condição exata do Rainbow Room não é muito divulgada - Tishman Speyer se recusou a deixar que um repórter ou um fotógrafo entrasse no local. Mas a Comissão de Marcos disse que o local pode chegar a merecer o status de marco devido a muitas de suas características.

"Ele ainda mantém muitas das suas características originais", disse Matthew A. Postal, um pesquisador da equipe que foi ao local duas vezes enquanto preparava um relatório para a comissão.

Desde que o local ficou vazio houve possíveis acordos com um novo dono de restaurante, mas até agora não houve nenhum anúncio sobre o futuro da sala, que foi inaugurada em 1934.

"Ele representa a última grande era dos clubes noturnos nos telhados [de Nova York]", disse Dale DeGroff, que assumiu o cargo de barman do local depois de uma reforma em meados dos anos 80 e foi embora quando os Ciprianis alugaram o local, em 1999. "Não existe mais nenhum bar original daquela época. Este é o único. Grandes nomes já se apresentaram ali. Muitas filmagens foram feitas ali. Ele foi o mais extravagante, e sua condição era e ainda é impecável."

*Por James Barron

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