Mulher é primeira general a assumir homossexualidade no Exército americano

Veterana há 26 anos no serviço militar, Tammy Smith foi promovida em cerimônia e teve estrela de condecoração fixada por sua esposa

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Uma oficial do Exército que está sendo promovida a brigadeiro-general admitiu abertamente sua homossexualidade na semana passada, ao pedir que sua esposa fixasse sua estrela em seu uniforme, tornando-se a primeira oficial de alto escalão do exército dos Estados Unidos a se declarar publicamente homossexual.

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A oficial Tammy S. Smith, 49 anos, uma veterana de 26 anos de serviço no Exército, foi promovida em uma cerimônia no memorial das mulheres no Cemitério Nacional de Arlington. A estrela foi colocada em seu peito por Tracey Hepner, que cofundou no ano passado a Coalizão dos Parceiros dos Militares e suas Famílias, que "fornece apoio, recursos, educação e defesa para parceiros homossexuais, bissexuais e transgêneros dos militares e suas famílias", de acordo com seu site.

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O casal se casou em março de 2011, no Distrito de Columbia.

O Exército abandonou sua política de "Don't ask, Don't tell" ("Não Pergunte, Não Diga", em tradução livre) para seus membros homossexuais no dia 20 de setembro de 2011, após uma mudança na lei federal.

O Exército disse que Smith não estava disponível para uma entrevista no domingo, dia 12 de agosto. No entanto, ela disse em um comunicado que o Departamento de Defesa havia tornado a orientação sexual um assunto privado, mas que "participar com a família em cerimônias tradicionais, tais como ser promovida de cargo, é ao mesmo tempo comum e o esperado de um líder."

Sue Fulton, uma porta-voz da OutServe, uma organização de homossexuais no serviço militar, disse que é "altamente improvável" que Smith seja a única oficial homossexual de seu ranking. Ela disse que o reconhecimento público de Smith foi algo significativo.

"Eu diria que é importante reconhecer quem foi 'o primeiro', assim a próxima pessoa que se assumir publicamente não terá de ser a primeira", disse Fulton, graduada em 1980 na Academia de West Point. "Uma vez que tivermos acabado com cada obstáculo do tipo 'Bem, isso nunca foi feito antes', daí em diante, esse tipo de assunto já não chamará mais a atenção."

Dificuldades

Fulton, que foi dispensada como capitão em 1986, disse que deixou o Exército devido as dificuldade de manter um relacionamento homossexual em segredo. Ela disse que a cerimônia de promoção de Smith representou algo muito importante para as Forças Armadas. Fulton citou um discurso feito em setembro do ano passado em que o general Ray Odierno disse que "a força do nosso Exército são os nossos soldados. A força dos nossos soldados são as nossas famílias".

Fulton disse que ela não tinha dúvida de que os superiores de Smith sabiam de sua orientação sexual quando foi escolhida para ser promovida.

Como coronel, Smith serviu no Afeganistão de dezembro de 2010 a outubro de 2011 como chefe da Reserva dos Assuntos Internos do Exército. Ela atualmente trabalha em Washington como a vice-chefe da Reserva.

*Por Matthew L. Wald

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