Romney ganha apoio massivo de governadores republicanos

Depois de polêmica viagem para Europa e Israel, candidato republicano tenta se firmar entre tom conciliatório e crítico com aval de figuras importantes de seu partido

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Depois de uma árdua viagem para a Europa e Israel, em que fez observações que foram recebidas com críticas por líderes britânicos e palestinos, Mitt Romney voou na quinta-feira de 2 de agosto para o Colorado, um importante e decisivo Estado, para tentar recuperar o equilíbrio e reorientar sua campanha em sua mensagem central sobre a renovação da economia.

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Foi um dia para reunir todas as tropas republicanas ao redor dele. Em um auditório de um colégio em Basalt, perto de Aspen, ele foi apoiado por 10 governadores republicanos, incluindo seu antigo rival Rick Perry, do Texas, e vários políticos que haviam sido especulados para a vice-presidência, incluindo os governadores Bobby Jindal, da Louisiana, Chris Christie de Nova Jersey e Nikki Haley da Carolina do Sul.

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Romney fala a multidão de republicanos em Golden, Colorado (2/8)

Perry, que apoiou Newt Gingrich que desistiu da disputa em janeiro, disse a Romney: "Eu tenho orgulho de estar com você nesse palco". E à multidão de algumas centenas, ele disse que a indústria de energia do Colorado se beneficiaria com uma vitória de Romney.

"A diferença entre o atual presidente dos Estados Unidos e o próximo presidente dos EUA, é que este homem confia em vocês", disse Perry.

Recentemente, Romney contra-atacou Harry Reid, líder da maioria no Senado, que sugeriu que ele passou uma década sonegando impostos. "Agora ou Harry prova o que disse ou se cala", disse a Sean Hannity, da Fox News. "É uma declaração falsa, desonesta e imprecisa", disse, exigindo que "Harry revela-se suas fontes."

Críticas

Romney, que evitou criticar diretamente o presidente Barack Obama enquanto esteve no exterior, não perdeu tempo em atacar o presidente de volta a seu país, dizendo que Obama havia tido tempo de sobra para começar a colocar a economia do país de volta nos trilhos. E mais tarde ele prometeu que iria equilibrar o orçamento no último ano de seu segundo mandato, embora não tenha entrado em detalhes sobre como ele faria isso, dado que os cortes de impostos propostos, de acordo com estudos, aumentaria o déficit.

Romney afirmou que as melhorias radicais prometidas por Obama há três anos atrás nunca aconteceram. "Os empregos, o número de desempregados, a taxa de desemprego, os preços internos, o déficit orçamental, a renda familiar", disse Romney. "Em cada uma dessas questões, ele levou o país para a direção errada."

Na questão mais crítica politicamente - empregos - Romney preferiu se concentrar nas perdas de emprego no início do governo de Obama em janeiro de 2009, o mês da inauguração de Obama. Por essa perspectiva, o país perdeu cerca de meio milhão de empregos até junho deste ano.

Mas Obama e seus assessores disseram que é mais justo levar em consideração o começo desse acontecimento em março de 2010, após a lei de estímulo de Obama ter sido aprovada e as novas políticas da Casa Branca terem começado a fazer efeito. Por essa medida, a economia havia agregado mais de 4 milhões de empregos no setor privado até junho deste ano.

Outros governadores republicanos que falaram em nome de Romney foram Bob McDonnell, da Virgínia, Matt Mead de Wyoming, Gary R. Herbert de Utah, Mary Fallin de Oklahoma, Susana Martínez do Novo México, e Jan Brewer do Arizona.

No começo do dia, em um evento em Golden, Colorado, Romney tentou encontrar um tom conciliador, sugerindo que ele iria trabalhar para chegar ao outro lado do corredor para tentar encontrar um terreno em comum com os democratas.

"Temos de ter alguém que vai para Washington que diga: 'Você sabe que existem bons democratas e existem bons republicanos que se preocupam com os EUA. Vamos trabalhar juntos para dar empregos novamente para o povo americano e conquistar de volta nosso crescimento'", disse Romney, aludindo a seu tempo como governador de Massachusetts, onde ele teve de trabalhar com os democratas no governo estadual.

Na verdade, embora ele tenha feito referência a essa experiência durante o evento - "Eu trabalhei em um Estado, e encontrei uma maneira de trabalhar com os democrátas" - sua memória em Massachusetts é mais confusa do que aparenta, de acordo com os legisladores que trabalharam com Romney lá. Alguns o descrevem como sendo indiferente ou estranho, sempre tendo dificuldades para se lembrar de nomes e com pouca habilidade em fazer social com os políticos, o que pode ser muito útil para tornar mais fácil o processo legislativo no espaço confinado da capital do Estado.

*Por Richard A.Oppel Jr.

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