Campanha de Obama usa tecnologia de ponta para mapear eleitorado

Bancode dados do programa VoteBuilder conecta base de voluntários a eleitoresdemocratas, além de ajudar a motivar os indecisos

The New York Times | - Atualizada às

Em uma noite de junho, enquanto uma mulher rabiscava com um marcador vermelho um papel colado na parede, aqueles que estavam presentes aplaudiam e comemoravam. O pequeno grupo em um comitê da campanha de Obama localizado na pequena cidade de Chillicothe, em Ohio, havia ultrapassado o objetivo determinado para a noite de convocar 700 eleitores, mesmo depois de terem feito uma pausa para receber a visita surpresa do ex-governador Ted Strickland.

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Voluntários que trabalham para a campanha democrata em Chillicothe, Ohio

Outros voluntários registravam informações das chamadas nos computadores - sobre quais eleitores apoiam o presidente Barack Obama, quais ainda estavam indecisos e por que - e, com isso, aumentavam o banco de dados do programa VoteBuilder, imediatamente acessível na sede de sua campanha em Columbus e no centro de seu comando nacional em Chicago. O mesmo estava acontecendo em outros comitês de sua campanha ao redor de todo o país.

Esses são os centros que conectam a base de voluntários de Obama e seus marechais de campo localizados em suas sedes estaduais e nacionais, que constantemente processam dados recém-recebidos para mapear suas próximas ações.

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Depois de toda atenção dada à publicidade televisiva, a campanha de Obama fez um investimento que possivelmente irá atingir um gasto de centenas de milhões de dólares - uma aposta, na verdade - em uma tática mais prática, com tecnologia de ponta para levantar dados demográficos de marketing direto para o consumidor, a produção de vídeos e campanhas em mídias sociais, incluindo o próprio painel da campanha disponibilizado através das redes sociais para vincular, motivar e expandir a quantidade de voluntários.

Estratégia

A ideia é simples. Os eleitores recebem uma ligação, visita ou ambos de um voluntário que vive em seu bairro. Um residente não registrado recebe ajuda para se inscrever para votar. Se o eleitor estiver indeciso e se preocupar mais sobre, digamos, a educação, a campanha irá se certificar de que esse eleitor receba emails sobre as políticas de Obama sobre educação, avisos sobre a próxima vez que o presidente irá falar sobre esse tema específico, e talvez até mesmo um convite para o próximo evento em seu Estado. Se o eleitor começar a pensar em votar para Obama, a campanha irá incentivar a votação antecipada para conquistar seu apoio.

Mas na realidade tudo isso pode ser um processo demorado e cansativo, como descobriu Kathryn River. Quando Mitt Romney começou a organizar sua campanha em Ohio em maio, o Estado termômetro das eleições presidenciais, Kathryn River, 25 anos, já havia ligado para muitos residentes de seu bairro e havia ido de porta em porta para divulgar a campanha de Obama durante seis meses. Ela ligou para sua mãe, Susie Burke, 49 anos, dona de um pub e ex-republicana, para ajudá-la a registrar dados que os voluntários coletavam através de ligações e visitas a residências.

Comitês

O Estado de Ohio tem 32 comitês de campanha de Obama, mais do que qualquer outro Estado, e planos de construir ainda mais em cidades e vilas rurais, no seu norte industrial e na região menos amigável do sul e leste - Appalachian Ohio, local onde eleitores da classe trabalhadora branca se voltaram contra os democratas nas últimas décadas.

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Material de campanha sobre afroamericanos e Obama, em Columbus, Ohio

Romney tem 16 comitês para sua campanha em Ohio, alguns até mesmo compartilham espaço em escritórios locais do Partido Republicano. Seis centros de atendimento móvel irão circular nas áreas rurais.

Os republicanos apontam para 2010, quando obtiveram boa pontuação em Ohio, incluindo a vitória do governador John Kasich contra Strickland. Mas os democratas e os sindicatos se reuniram em novembro e votaram contra a revogação da medida assinada por Kasich de contenção dos direitos trabalhistas.

"A eleição de 2010 abriu muitas portas para a de 2012", disse Jackie Thomas, enfermeira de 58 anos de idade, que é voluntária em um comitê de Obama perto de Cleveland.

*Por Jackie Calmes

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