Nova Orleans ganha obras de infraestrutura contra tempestades

Rede de diques, muros e portões contra inundações chega depois de quase US$ 14 bilhões terem sido gastos, sete anos após tragédia do furacão Katrina

The New York Times |

Quase sete anos após as enchentes do furacão Katrina terem atingido Nova Orleans e quase US$ 14 bilhões terem sido gastos, a construção de obras que visavam bloquear problemas como os que foram gerados pelo Katrina agora estão prontas, formando uma rede de 215 quilômetros de diques, muros, portões contra inundação e bombas.

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No complexo de SeaBrook, foi construída uma torre de 16 metros que não existia dois anos atrás. De lá, se tem vista para uma barreira que cobre todo o canal de navegação que liga o Lago Pontchartrain, o Rio Mississippi e a Passagem Intracosteira do Golfo, que foi construída por cerca de de US$ 165 milhões.

NYT
Obras para construção de complexo de portões contra enchentes em Nova Orleans

A barragem, com 15 metros de diâmetro, podem ser utilizadas para bloquear as águas do Lago Pontchartrain. Um portão de navegação de 28 metros de largura, cujos lados pesam cerca de 220 toneladas cada, também pode ser utilizado. Quando aberto - o que acontecerá na maior parte do tempo - os portões permitirão o tráfego de navios tranquilamente.

No entanto, quando houver uma ameaça de tempestade, eles selarão o canal para impedir o tipo de onda que devastou o Setor 9 após o furacão Katrina.

No entanto, tudo isso parece insignificante quando comparado à "Grande Muralha" de 3 quilômetros que pode selar o canal do Lago Borgne ao leste, ou o complexo de bilhões de dólares ao oeste, que apresenta a maior estação de bombeamento do planeta.

Trauma

Quando o furacão Katrina atingiu Nova Orleans em 2005, o sistema de proteção contra furacões da cidade tornou-se um símbolo da abordagem aleatória dos Estados Unidos em relação a infraestrutura necessária no país.

O que emergiu desde então pode simbolizar exatamente o oposto: um grande projeto de obras civis que dá a sensação de força e permanência.

Nenhuma outra cidade dos Estados Unidos tem algo parecido. "Este é o melhor sistema que Nova Orleans já teve", disse o coronel Edward R. Fleming, comandante do corpo de engenheiros do Exército de Nova Orleans.

Marc Walraven, um chefe de distrito no Ministério de Transporte holandês, que trabalha com obras públicas e gestão da água, recentemente percorreu as obras de defesa. Embora garantir a segurança 100% seja impossível e possam haver desafios na hora da manutenção das instalações pela gestão local, "as construções realizadas são na minha opinião adequadas para defender Nova Orleans."

Tim Doody, presidente do conselho de diques que supervisiona paróquias de Nova Orleans e Saint Bernard, discorda. Enquanto a construção parece ser forte, disse ele, o nível de proteção autorizada pelo Congresso para que o corpo possa construir é "totalmente inadequada".

"É isso que o país quer pagar, e é isso que a Agência Federal para Gerência de Emergências (Fema, na sigla em inglês) garante," disse Doody. "Mas o nosso pensamento e nossa crença é de que todos nós precisamos ser protegidos por algo bem maior do que isso."

*Por John Schwartz

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